Reabertura definitiva do Estreito de Ormuz recebe recado de Trump

Presidente dos Estados Unidos dá a entender que a maior parte do acordo final com o Irã já está negociado.

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Publicado em 23/05/2026 às 20:45h Publicado em 23/05/2026 às 20:45h por Lucas Simões
Estreito de Ormuz é uma rota marítima vital para escoar o petróleo no mundo (Imagem: Shutterstock)
Estreito de Ormuz é uma rota marítima vital para escoar o petróleo no mundo (Imagem: Shutterstock)
O Estreito de Ormuz, a artéria vital responsável por escoar até 20% das exportações mundiais de petróleo, não opera em sua plena capacidade desde o dia 17 de fevereiro de 2026, quando foi fechado parcialmente para exercícios militares da marinha iraniana. A partir daí, chegou a ficar semanas sem deixar passar um único navio sequer.
Todavia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (23) que a reabertura definitiva da passagem marítima está "em grande parte negociada", já que em breve, ambos os países divulgarão a assinatura de um acordo de paz.
“Um acordo foi amplamente negociado, sujeito à finalização, entre os Estados Unidos da América, a República Islâmica do Irã e vários outros países”, disse Trump, em publicação oficial nas redes sociais. 
Caso a promessa de Trump venha a se concretizar, é esperado que os mercados globais se acomodem, reprecificando especialmente as cotações tanto do petróleo tipo Brent quanto do petróleo WTI, que há meses vêm rodando acima dos US$ 100 por barril.
Do lado iraniano, a agência de notícias estatal assegura que o controle do Estreito de Ormuz continuará sob a tutela do regime dos aiatolás, como parte da atual costura na versão final do acordo de paz a ser celebrado com os americanos.
Por ora, ainda não está claro em que pé ficará o acordo sobre o programa nuclear iraniano ou sobre o urânio altamente enriquecido, que foi o principal estopim para o governo Trump se unir com as forças armadas de Israel em ataques coordenados contra o território iraniano. 
O revide da Guarda Revolucionária Iraniana acabou atingindo em cheio os aliados dos EUA no Oriente Médio, as chamadas monarquias do Golfo Pérsico. Cidades globalizadas como Dubai e Doha vêm perdendo seu status de hub corporativo, logístico e turístico por conta das incertezas geopolíticas na região.