Todavia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (23) que a reabertura definitiva da passagem marítima está "em grande parte negociada", já que em breve, ambos os países divulgarão a assinatura de um acordo de paz.
“Um acordo foi amplamente negociado, sujeito à finalização, entre os Estados Unidos da América, a República Islâmica do Irã e vários outros países”, disse Trump, em publicação oficial nas redes sociais.
Caso a promessa de Trump venha a se concretizar, é esperado que os mercados globais se acomodem, reprecificando especialmente as cotações tanto do
petróleo tipo Brent quanto do
petróleo WTI, que há meses vêm rodando acima dos US$ 100 por barril.
Do lado iraniano, a agência de notícias estatal assegura que o controle do Estreito de Ormuz continuará sob a tutela do regime dos aiatolás, como parte da atual costura na versão final do acordo de paz a ser celebrado com os americanos.
Por ora, ainda não está claro em que pé ficará o acordo sobre o programa nuclear iraniano ou sobre o urânio altamente enriquecido, que foi o principal estopim para o governo Trump se unir com as forças armadas de Israel em ataques coordenados contra o território iraniano.
O revide da Guarda Revolucionária Iraniana acabou atingindo em cheio os aliados dos EUA no Oriente Médio, as chamadas monarquias do Golfo Pérsico.
Cidades globalizadas como Dubai e Doha vêm perdendo seu status de hub corporativo, logístico e turístico por conta das incertezas geopolíticas na região.