Afinal de contas, o país sul-americano, vizinho ao Brasil, ostenta a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, estimada em 303 bilhões de barris, cerca de 17% do volume global conhecido, aponta a Administração de Informação Energética (EIA, na sigla em inglês), órgão do governo dos Estados Unidos.
Para se ter uma ideia, o Brasil apresenta atualmente reservas provadas de petróleo de 16,8 bilhões de barris, contabilizadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Não à toa, a Petrobras, como estatal petroleira,
aposta suas fichas na exploração da Margem Equatorial, mesma região que se encontra a vasta reserva petrolífera venezuelana.
Se, por um lado, a própria
PETR4 estima explorar 700 mil barris por dia apenas com esse "novo pré-sal", com a possível volta das exportações de petróleo da Venezuela aos mercados globais em 2026, capitaneada pelo governo Trump, espera-se tendência negativa para o petróleo no médio prazo.
Para Gustavo Cruz, estrategista‑chefe da RB Investimentos, o petróleo tipo Brent, principal referência para as petroleiras brasileiras, até pode disparar no curtíssimo prazo por conta da crise na Venezuela, ao sabor do choque inicial.
"Com a normalização das operações petroleiras e o retorno pleno da Venezuela ao mercado global, como promessa do próprio Donald Trump, a oferta aumentaria de forma significativa. Isso poderia derrubar os preços do barril no médio prazo, produzindo o efeito oposto ao observado agora", pondera o especialista.
Vale citar que o petróleo já caminha para um fraco desempenho ao longo de 2025, a sua pior rentabilidade anual desde 2020, justamente por conta da preocupação dos investidores globais com o excesso de oferta, além de tensões geopolíticas, não apenas na Venezuela, como também na guerra entre Ucrânia e Rússia.
Variação das petroleiras na B3
- Petrobras (PETR4): Rentabilidade real de -13,74% nos últimos 12 meses / Dividend yield de 10,53%
- Prio (PRIO3): Rentabilidade real de -0,83% nos últimos 12 meses / Dividend yield de 0,00%
- Brava Energia (BRAV3): Rentabilidade real de -31,37% nos últimos 12 meses / Dividend yield de 0,00%
- PetroReconcavo (RECV3): Rentabilidade real de -31,54% nos últimos 12 meses / Dividend yield de 8,18%
- Cosan (CSAN3): Rentabilidade real de -36,91% nos últimos 12 meses / Dividend yield de 0,00%
- Ultrapar (UGPA3): Rentabilidade real de +33,38% nos últimos 12 meses / Dividend yield de 8,35%
- Vibra Energia (VBBR3): Rentabilidade real de +60,66% nos últimos 12 meses / Dividend yield de 6,14%