Petrobras (PETR4) reduz 7,8% no preço do gás natural para distribuidoras

A estatal também reforçou que o valor pago pelo consumidor final não depende apenas do preço da molécula do gás comercializado.

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Publicado em 27/01/2026 às 17:44h - Atualizado 10 horas atrás Publicado em 27/01/2026 às 17:44h Atualizado 10 horas atrás por Matheus Silva
Tradicionalmente, os contratos consideram a variação do petróleo Brent e da taxa de câmbio (Imagem: Shutterstock)
Tradicionalmente, os contratos consideram a variação do petróleo Brent e da taxa de câmbio (Imagem: Shutterstock)
🚨 A Petrobras (PETR4) anunciou que, a partir de 01º de fevereiro de 2026, os preços de venda de gás natural para as distribuidoras serão atualizados, com uma redução média de 7,8% em relação ao trimestre anterior. 
O ajuste segue as regras previstas nos contratos firmados entre a companhia e as concessionárias estaduais. A queda reflete o efeito combinado de diferentes variáveis que compõem a fórmula de precificação do gás natural.
Tradicionalmente, os contratos consideram a variação do petróleo Brent e da taxa de câmbio.
Desde o início de 2026, passou a valer também a parcela indexada ao Henry Hub, referência do mercado de gás natural nos Estados Unidos, para as distribuidoras que optaram por essa modalidade de indexação.
Para o trimestre que se inicia em fevereiro, a Petrobras explica que a combinação das oscilações do Brent, do Henry Hub, do câmbio e da ponderação dos volumes contratados resultou em uma redução média de 7,8% na parcela do preço referente à molécula do gás. 
Esse percentual, no entanto, é uma média do portfólio e não representa necessariamente o mesmo ajuste para todas as distribuidoras.
A companhia destaca que os valores finais podem variar conforme o tipo de produto contratado e os volumes efetivamente retirados. 
Desde 2024, a Petrobras adota mecanismos comerciais que podem reduzir ainda mais o preço, como o prêmio por performance e o prêmio de incentivo à demanda, concedidos de acordo com o comportamento de consumo das distribuidoras.
Com o novo reajuste, o preço médio do gás natural vendida às distribuidoras acumula uma redução próxima de 38% desde dezembro de 2022, já considerando o corte anunciado para fevereiro de 2026.
Segundo a estatal, esse movimento reflete tanto as condições de mercado quanto a estratégia comercial adotada nos últimos anos.
A Petrobras também reforçou que o valor pago pelo consumidor final não depende apenas do preço do gás.
Entram na conta o custo de transporte, o portfólio de suprimento de cada distribuidora, as margens das concessionárias e, no caso do GNV, dos postos de revenda, além dos tributos federais e estaduais. 
As tarifas finais são definidas e homologadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme a legislação vigente.
📊 Por fim, a empresa esclareceu que a atualização anunciada não se aplica ao GLP, o gás de cozinha, vendido em botijões ou a granel, e se refere exclusivamente ao gás natural comercializado para as distribuidoras.