Petrobras (PETR4) está analisando oportunidades na Venezuela, diz diretora

Segundo a diretora de exploração da estatal, a Petrobras avalia explorar petróleo na Venezuela, mas os riscos ambientais preocupam.

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Publicado em 20/02/2026 às 14:17h - Atualizado Agora Publicado em 20/02/2026 às 14:17h Atualizado Agora por Matheus Silva
A executiva reconheceu o “potencial grande” do país vizinho (Imagem: Shutterstock)
A executiva reconheceu o “potencial grande” do país vizinho (Imagem: Shutterstock)
🚨A Petrobras (PETR4) está analisando potenciais oportunidades de exploração na vizinha Venezuela, afirmou a diretora de Exploração e Produção, Sylvia Anjos, em entrevista publicada por agências nesta sexta-feira (20). 
Apesar de reconhecer o “potencial grande” do país vizinho em termos de reservas de petróleo, a executiva destacou que os riscos envolvidos, especialmente ambientais, tornam qualquer investimento no curto prazo incerto e, por enquanto, não representam uma ameaça direta aos negócios da estatal brasileira.
Segundo Anjos, investir em operações como as localizadas no Lago de Maracaibo, região marcadamente poluída por petróleo, poderia comprometer as credenciais ambientais da companhia, o que exige cautela e avaliação rigorosa antes de qualquer compromisso mais firme.
Ela também enfatizou que não espera um aumento expressivo da produção venezuelana em um horizonte próximo, o que reforça a necessidade de olhar crítico para esse mercado.
Além da Venezuela, a Petrobras vem ampliando seus horizontes de exploração internacional, com foco especial na África. 
A diretora mencionou países como Gana, Costa do Marfim e Namíbia, onde a empresa tem buscado oportunidades exploratórias e recentemente assinou acordo para adquirir uma licença no continente africano. 
Essa estratégia está alinhada com declarações anteriores da presidente Magda Chambriard de ampliar a presença da companhia em regiões fora do Brasil, com a África sendo apontada como uma prioridade.
A movimentação vem em um momento em que a Petrobras busca diversificar seus ativos e antecipar o esgotamento natural de reservas domésticas ao longo dos próximos anos, sem perder de vista os desafios regulatórios e ambientais que acompanham operações fora do país. 
📊 A estratégia mais ampla de internacionalização tem sido tema recorrente nas análises do setor e reforça a intenção da companhia de posicionar-se em fronteiras energéticas emergentes, mesmo diante de cenários políticos e ambientais complexos.