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XP Investimentos (XPBR31) divulgou sua carteira recomendada de
fundos imobiliários para janeiro de 2026, trazendo ajustes que miram o equilíbrio entre a segurança dos recebíveis e o potencial de ganho de capital em fundos híbridos.
Segundo o relatório da corretora, a tese central para o aumento no RBRX11 reside no seu preço considerado "descontado" frente aos fundamentos sólidos.
A gestão da XP acredita que o fundo oferece um "carrego atrativo" e se beneficia diretamente da incorporação recente do RBRF11, que trouxe maior liquidez e diversificação para o portfólio.
Com uma equipe de gestão qualificada e um histórico de performance acima da média, o RBRX11 aparece como uma das apostas mais táticas para este trimestre.
Um 2025 para recordar e um 2026 de cautela
Em dezembro de 2025, a carteira da XP subiu 3,5%, superando os 3,1% do IFIX. No acumulado do ano passado, a valorização chegou a 23,3%, o que corresponde a 110,4% do IFIX e robustos 167% do CDI.
Para quem vive de renda, o portfólio entregou um
dividend yield mensal de 0,93%, o que representa uma taxa anualizada de 11,2%, superando a inflação e garantindo ganho real ao investidor.
A distribuição setorial da carteira para 2026 reflete uma postura defensiva, mas pronta para capturar ciclos de alta.
A maior fatia está concentrada em Recebíveis (42,5%), os chamados "fundos de papel", que oferecem proteção via indexadores de juros e
inflação.
O segmento Logístico ocupa a segunda posição (21,5%), seguido por Shoppings e Híbridos, ambos com 10,5%. As Lajes Corporativas e os Hedge Funds completam a estratégia, com 6% e 9%, respectivamente.
A seleção de elite para janeiro
A carteira atual é composta por 14 ativos selecionados. Abaixo, detalho os fundos com os maiores pesos e seus respectivos retornos em dividendos nos últimos 12 meses:
| Ticker |
Segmento |
Peso (%) |
DY 12m |
| CPTS11 |
Híbrido |
10,5% |
13,9% |
| XPML11 |
Shoppings |
10,5% |
10,2% |
| MCCI11 |
Recebíveis |
10,5% |
13,1% |
| RBRR11 |
Recebíveis |
10,0% |
11,0% |
| RBRX11 |
Multiestratégia |
9,0% |
12,9% |
| XPCI11 |
Recebíveis |
9,0% |
13,2% |
| BTLG11 |
Logístico |
6,0% |
9,2% |
| PVBI11 |
Lajes Corporativas |
6,0% |
6,6% |
| KNCR11 |
Recebíveis |
5,5% |
12,5% |
| PCIP11 |
Recebíveis |
6,0% |
11,8% |
| KNSC11 |
Recebíveis |
1,5% |
12,4% |
| LVBI11 |
Logístico |
6,0% |
8,1% |
| BRCO11 |
Logístico |
5,0% |
8,9% |
| XPLG11 |
Logístico |
4,5% |
9,4% |
📈 A presença de fundos como CPTS11 e MCCI11 com pesos elevados reforça a busca por rendimentos consistentes e acima de 13% ao ano. Ao mesmo tempo, a inclusão de gigantes como o XPML11 garante exposição ao setor de consumo e shoppings, que segue resiliente.