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Prio (PRIO3) se tornou uma queridinha dos investidores que buscam ações brasileiras de crescimento, com sua estratégia de comprar campos maduros de petróleo das mãos da
Petrobras (PETR4). A novidade nesta terça-feira (3) é que a empresa conseguiu a licença definitiva para explorar a commodity no campo de Wahoo e arranca elogios de analistas da Ativa Investimentos.
Com o aval de operação concedido pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), a
petroleira júnior supera a última etapa regulatória, permitindo o início iminente da produção de
petróleo em Wahoo, atualmente em fase final de comissionamento.
Para além dos ganhos potenciais diante da
forte valorização do petróleo no mundo com a guerra no Irã, o time de analistas da Ativa Investimentos não minimiza a chegada de mais um campo de petróleo em alto-mar nas operações da
PRIO3, tanto que se reitera a recomendação de compra, estipulando preço-alvo de R$ 62 por ação.
"A entrada de Wahoo deve ampliar volumes, diluir custos e fortalecer margens, tornando o comunicado da Prio positivo e de baixo risco residual, com impacto direto no ramp-up de produção no curto prazo", pondera a corretora de valores.
Trata-se de mais um marco relevante na tese de crescimento da
PRIO3, reforçando sua estratégia de captura de valor via redesenvolvimento de campos maduros de petróleo, eficiência operacional e disciplina financeira.
Para quem não sabe, a Prio é dona de 100% do campo de Wahoo, situado a 150 quilômetros da costa brasileira e cuja capacidade produtiva é estimada em 125 milhões de barris de petróleo no pré-sal. O plano de desenvolvimento do ativo passa por integrar Wahoo ao navio-plataforma (FPSO, na sigla em inglês) Frade.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Prio (PRIO3) há dez anos, hoje você teria R$ 281.929,90, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.864,60 nas mesmas condições.