Lucro da Gerdau (GGBR4) cai 9% no 4T24 para R$ 666 milhões
Fabricante brasileira de aço encerrou 2024 com investimentos de 6,2 bilhões, com execução física em projetos de mineração
🏗️ Para quem achou que as ações da Vale (VALE3) fossem a bola da vez em 2024 no setor de mineração e siderurgia, aos olhos do BTG Pactual, se enganou feio. Na verdade, a preferência do banco atende pelo nome de Gerdau (GGBR4).
Durante um painel com o diretor financeiro da fabricante de aço, Rafael Japur, ficou claro aos analistas do banco que o ambiente de negócios da Gerdau está muito mais favorável do que o mercado precifica. O banco reitera recomendação de compra, com preço justo de R$ 30 por ação, potencial de ganhos de 30%
Isso porque o teor da conversa com o executivo revelou que a Gerdau aproveita o bom momento aquecido da economia brasileira, refletindo no fortalecimento dos fundamentos de suas operações.
A atividade econômica no país está claramente surpreendendo pelo lado positivo, com os volumes de aço longo aumentando 19% na base anual em julho (não é de admirar que o PIB do segundo trimestre seja maior que 3%).
"Logo, está permitindo que as siderúrgicas locais implementem aumentos de preços e restaurem a lucratividade para níveis mais aceitáveis (margens Ebitda superiores a 10%)", enfatizam os analistas do banco, em relatório.
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A Gerdau aproveitou a oportunidade do painel com investidores e reforçou sua mensagem sobre redução de custos, citando que até o final do ano a economia de custos anualizada deverá chegar a R$ 1 bilhão, contribuindo para os resultados em 2025 (integralmente).
🤑 Na visão do BTG Pactual, o programa de redução de custos da Gerdau, juntamente com o seu balanço de baixo endividamento, se traduzem em: mais recompras de ações e pagamentos de dividendos extras no próximo ano.
Além disso, o que mais desperta o interesse dos analistas é que todo esse potencial ainda é subestimado pelos investidores.
Em termos de indicadores fundamentalistas, as ações da Gerdau são negociadas a um desconto de EV/Ebitda de 3,6 vezes para 2025. Para o banco, os retornos em caixa poderão chegar a quase 10% nos próximos 12 meses.
Dessa maneira, a Gerdau continua como a companhia siderúrgica preferida do BTG Pactual não somente no Brasil, mas em toda a América Latina.
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