A big tech disse que trabalha no aperfeiçoamento da Meta AI em reunião realizada com o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Kassio Nunes Marques, nesta quinta-feira (15).
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De acordo com o TSE, o objetivo da reunião era discutir o "mau uso de IA nas plataformas" e promover uma "paridade de armas" entre os candidatos, para que a ferramenta não influencie a escolha do eleitor.
O que aconteceu?
Assistente de inteligência artificial generativa desenvolvida da big tech, a Meta AI teria adotado posturas distintas quando solicitada a criar conteúdos relacionados à corrida eleitoral no Brasil.
Segundo relatos publicados nas redes sociais, a ferramenta permitia a criação de imagens com os símbolos da campanha de Flávio, mas se recusava a fazer o mesmo com Lula, até alguns dias atrás.
Em uma dessas situações, a ferramenta teria dito que não conseguia criar um pôster escrito "Lula 13" porque o seu sistema de geração de imagens estava bloqueado para esse comando. No entanto, entregou um pôster escrito "Flávio 22" logo na sequência.
O comportamento da ferramenta gerou polêmica nas redes sociais. Por isso, a Meta já havia dito na quarta-feira (15) que proibiu temporariamente a recomendação ou a geração de imagens de ambos os candidatos pela sua IA.
"Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens", afirmou, em nota.
Na reunião com o presidente do TSE, a empresa disse ainda que as duas campanhas foram impactadas pela geração de conteúdos de inteligência artificial considerados inadequados.
O problema pode configurar uma violação das regras impostas pelo TSE aos provedores de IA nas eleições de 2026.
Segundo o TSE, essas ferramentas não podem, mesmo quando solicitadas pelo usuário, ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar candidatos, campanhas, partidos, federações ou coligações. Também não podem emitir preferência eleitoral, recomendar voto ou favorecer ou desfavorecer uma candidatura.
Canais de WhatsApp
A Meta e o TSE também discutiram nesta quinta-feira (15) o uso de canais de WhatsApp para a promoção de conteúdo eleitoral.
O assunto veio à tona depois que questionamentos sobre a legalidade do instrumento ameaçaram derrubar os canais "Exército do Lula" e "Tropa do Flávio".
Neste sentido, a Meta disse que as mensagens enviadas nos canais não são criptografadas, serão preservadas e fornecidas em caso de ordem judicial.
De acordo com o TSE, a empresa também prometeu trabalhar para vedar eventuais impulsionamentos de conteúdos de propaganda eleitoral feitos com moeda estrangeira e por apoiadores.
As regras da Meta para as eleições
A Meta é dona do Facebook, Instagram e WhatsApp e havia se comprometido a combater situações capazes de comprometer a integridade do processo eleitoral.
A big tech apresentou um plano de conformidade para as eleições deste ano ao TSE em setembro, com medidas voltadas ao combate à desinformação, à violência e a conteúdos nocivos.
O material ainda traz regras para publicidade política e conteúdos gerados ou modificados por inteligência artificial, como a determinação de que todo o conteúdo criado por IA deixe claro o uso da tecnologia.
Atendendo a uma determinação do TSE, a Meta também proíbe a criação, publicação e republicação de conteúdos gerados por IA que usem a imagem, voz ou expressão de um candidato ou figura pública durante o período entre 72 horas antes e 24 horas depois da votação.