Lula e Flávio pedem que horário de votação seja estendido no 2º turno; entenda

Os pedidos foram apresentado após denúncias de falta de ônibus e problemas climáticos.

Author
Publicado em 25/10/2026 às 16:39h - Atualizado em 25/10/2026 às 17:18h Publicado em 25/10/2026 às 16:39h Atualizado em 25/10/2026 às 17:18h por Marina Barbosa
O objetivo é garantir o direito de voto dos eleitores afetados pela redução dos ônibus ou pelo mau tempo (Imagem: Shutterstock)
O objetivo é garantir o direito de voto dos eleitores afetados pela redução dos ônibus ou pelo mau tempo (Imagem: Shutterstock)
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pediram a prorrogação do horário de votação do segundo turno das eleições de 2026, neste domingo (25).
⏰ A ideia é estender o funcionamento das urnas por duas horas, das 17h às 19h, em cidades em que os eleitores tiveram dificuldades para comparecer à seção eleitoral. Porém, Lula e Flávio apontaram cidades e motivos diferentes nos pedidos enviados à Justiça Eleitoral.
Acompanhe todas as notícias pelo celular! Baixe o app
De um lado, Lula cita denúncias de redução da frota de ônibus em cidades como Salvador, São Paulo e Recife. Do outro, Flávio cita as condições climáticas adversas que atingem 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Falta de ônibus

Lula pediu a prorrogação da votação citando denúncias sobre a redução da frota de ônibus em cidades como Salvador, São Paulo, Petrópolis, Recife, Maceió, João Pessoa e Teresina.
"Estamos entrando com pedido à Suprema Corte para que ela possa prorrogar o processo eleitoral", disse Lula, cerca de duas horas antes do horário marcado para o encerramento das urnas.
Segundo ele, a Suprema Corte Eleitoral precisa "garantir que os eleitores que foram prejudicados por atraso ou retirada de ônibus tenham a chance de votar".
Lula direcionou o pedido diretamente ao presidente e ao vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, respectivamente.
Além disso, fez um apelo para que os eleitores não desistam de votar e teceu críticas aos empresários de ônibus e prefeitos das cidades em que o problema teria sido registrado.
"Ninguém pode desistir de votar porque algum empresário safado ou algum prefeito mau-caráter, bandido tentou evitar o povo de votar", declarou.
Lula disse ainda que "o próximo passo é pedir a prisão desses prefeitos por crime eleitoral". "Não é possível, em pleno século XXI, ter prefeito tentando impedir o povo de exercer seu livre direito democrático de votar", afirmou.

Chuvas intensas

A campanha de Flávio Bolsonaro apresentou um pedido de prorrogação do horário de votação pouco depois da declaração de Lula, mas focando nas fortes chuvas que atingiram cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
De acordo com a solicitação, o mau tempo dificultou o deslocamento de parte dos eleitores até os locais de votação e ainda exigiu a mudança de alguns locais de votação, devido a alagamentos, interdições e cortes de energia.
A campanha de Flávio ainda pede o adiamento da divulgação dos resultados das urnas até o encerramento da votação nesses locais. 

Zanin acata pedidos

Diante dos pedidos dos candidatos, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Cristiano Zanin, determinou que a votação do segundo turno siga até as 19h em todas as seções eleitorais do país.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, já havia dito que os pedidos estavam sendo analisados e que as dificuldades de transporte estariam sendo corrigidas.
Já o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade Urbana de Salvador, Pablo Souza, que está em Paris, por crime eleitoral.
O TRE-BA também pediu o restabelecimento da frota na capital baiana e a Secretaria de Mobilidade Urbana de Salvador disse que estava trabalhando para atender ao pedido.
Segundo a pasta, alguns ônibus não saíram das garagens no início deste domingo (25) porque haviam recebido adesivos de campanha, o que poderia configurar propaganda irregular. Porém, os veículos foram liberados depois da ordem da Justiça Eleitoral.
Em São Paulo, a SPTrans disse que teve "desafios operacionais" para cumprir a ordem da Justiça de disponibilizar 100% da frota de ônibus neste domingo (25). Já o prefeito Ricardo Nunes disse à "CNN" que o serviço estava operando normalmente.