Investir em petróleo deu bom? Veja o retorno ao ter aplicado há 30 dias

Preços da commodity atingem sua maior variação mensal desde 1988, sacudindo projeções de inflação.

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Publicado em 31/03/2026 às 18:48h Publicado em 31/03/2026 às 18:48h por Lucas Simões
Referência de petróleo usada pela Petrobras dispara +63% em março de 2026 (Imagem: Shutterstock)
Referência de petróleo usada pela Petrobras dispara +63% em março de 2026 (Imagem: Shutterstock)
Nem Bitcoin, nem ações de empresas de tecnologia. Foi uma commodity representante da velha economia que disparou mais de 60% em março de 2026, premiando, por um lado, investimentos atrelados, mas na outra face, despertando temores de choques inflacionários pelo mundo.
O Petróleo tipo Brent, principal referência internacional usada pela Petrobras (PETR4), chega nesta terça-feira (31) acumulando valorização de +63%, o seu melhor desempenho mensal desde 1988, como reflexo direto da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Enquanto o regime dos aiatolás mantém o controle do Estreito de Ormuz, rota marítima responsável por 20% das exportações mundiais de petróleo, dá para se ter ideia do porquê a commodity ter se apreciado tanto em tão pouco tempo.
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em contratos futuros do Petróleo tipo Brent, hoje você teria R$ 1.359,33.
Comparativamente, o desempenho da commodity no curtíssimo prazo foi substancialmente superior ao ganho de R$ 1.236,97 que a Petrobras (PETR4) teria entregue no mesmo prazo, já considerando o reinvestimento dos dividendos
O Brent é classificado como um petróleo leve devido à sua baixa densidade e reduzido teor de enxofre, características que facilitam o refino em derivados leves como gasolina e diesel. Por isso, se consolidou como a referência global de preços. 
Mesmo diante das negociações entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e autoridades iranianas, que alimentam a narrativa de proximidade do fim dos conflitos armados no Oriente Médio, a cotação do petróleo disparou em torno de +5% só nesta terça-feira (31), ficando bem próxima de US$ 120 por barril.