Influenciador Renato Cariani revela perda de R$ 250 mil com empresa da B3; veja qual foi

Em recuperação judicial, Raízen acumula prejuízo de 67% nos últimos 12 meses.

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Publicado em 13/04/2026 às 13:05h Publicado em 13/04/2026 às 13:05h por Wesley Santana
Conhecido no mundo fitness, Cariani também faz incursões em negócios (Imagem: Divulgação)
Conhecido no mundo fitness, Cariani também faz incursões em negócios (Imagem: Divulgação)

Em vídeo publicado nas redes sociais, o influenciador digital Renato Cariani revelou uma perda importante na sua carteira de investimentos. Segundo ele, seus investimentos em ações da Raízen (RAIZ4) geraram um prejuízo de mais de R$ 250 mil depois da crise da distribuidora de combustíveis.

“Eu tenho investimentos em uma série de coisas e um dos que eu tenho é em ações. Eu tenho ações da Raízen”, iniciou Cariani. “A Raízen entrou em recuperação judicial depois de um prejuízo gigantesco, e os R$ 350 mil que eu tinha em ações viraram R$ 97 mil, do dia para a noite”, continuou o influenciador digital, conhecido no mundo dos esportes e da vida fitness.

A afirmação do influenciador se sustenta no histórico de cotação da companhia que controla marcas como Shell no Brasil. Só neste ano, a desvalorização dos papéis chega a 28%, conforme mostram dados da bolsa de valores.

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Cariani não deixou claro quando fez o aporte na companhia, mas, em um horizonte ainda maior, de 12 meses, por exemplo, esse recuo já chega a 67%, ainda segundo a B3. A Raízen fez sua abertura de capital em 2021, quando fixou cada ação em R$ 7,10, valor que nunca mais retornou.

Apesar do prejuízo que acumula com a ação da companhia, Cariani diz que vai manter o ticker na carteira na tentativa de reverter as perdas. “Ainda tenho [as ações] e agora vou ficar com elas”, pontuou ele, que acumula milhões de seguidores na internet. 

Renda fixa preocupa

O caso de Renato não é único, e mesmo quem investiu na renda fixa atrelada à Raízen tem passado por um mau momento. Os títulos emitidos pela companhia são negociados no mercado secundário bem abaixo do valor inicial.

Isso acontece porque os investidores já não estão tão confiantes de que a companhia vai honrar com seus compromissos no prazo fixado. Soma-se a isso o fato de que, diferente de CDBs, LCIs e LCAs, por exemplo, as debêntures não têm proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), então os investidores não serão ressarcidos por eventuais prejuízos da renda fixa.

Levantamentos feitos a partir de dados da Anbima mostram que os investidores podem chegar a ter um prejuízo de 60% com debêntures, CRIs e CRAs vinculados a empresas em RJ. Além da Raízen, Grupo Pão de Açúcar, Braskem e Oncoclínicas também preocupam o mercado.