Ibovespa passa dos 175 mil pontos e dólar cai ao menor nível desde novembro

Ao longo do dia, o Ibovespa chegou a ultrapassar a marca dos 177 mil pontos no intradiário, reforçando o ritmo acelerado do rali nesta semana.

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Publicado em 22/01/2026 às 18:38h - Atualizado 10 horas atrás Publicado em 22/01/2026 às 18:38h Atualizado 10 horas atrás por Matheus Silva
O principal índice da B3 encerrou o pregão com alta de 2,20%, aos 175.589 pontos (Imagem: Shutterstock)
O principal índice da B3 encerrou o pregão com alta de 2,20%, aos 175.589 pontos (Imagem: Shutterstock)
🚨 O Ibovespa (IBOV) renovou seus recordes pela terceira sessão consecutiva nesta quinta-feira (22) e voltou a surpreender o mercado ao alcançar um novo patamar histórico. 
O movimento seguiu sustentado pela rotação global de portfólios, com entrada consistente de capital estrangeiro na Bolsa brasileira.
O principal índice da B3 encerrou o pregão com alta de 2,20%, aos 175.589,35 pontos, superando com folga o recorde anterior registrado na véspera. 
Ao longo do dia, o Ibovespa chegou a ultrapassar a marca dos 177 mil pontos no intradiário, reforçando o ritmo acelerado do rali recente.
No câmbio, o dia também foi favorável para os ativos domésticos. O dólar à vista fechou em R$ 5,2845, com queda de 0,68%, atingindo o menor nível desde novembro.
O movimento refletiu tanto o enfraquecimento global da moeda norte americana quanto o aumento do apetite por mercados emergentes.
No cenário interno, investidores acompanharam as movimentações em Brasília em meio à proximidade do calendário eleitoral. 
Informações de bastidores indicam que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discute com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a sucessão no comando da pasta, com sinais de continuidade da atual gestão econômica.

Altas e quedas do Ibovespa

A força do índice veio novamente dos pesos pesados. As ações da Vale (VALE3) romperam a marca de R$ 83 e atingiram nova máxima histórica. 
Os papéis da mineradora concentraram cerca de R$ 4,6 bilhões em negociações, respondendo por aproximadamente 11% de todo o volume financeiro do dia na B3.
A Petrobras (PETR4) chegou a subir mais de 2% durante o pregão, mas perdeu força com a queda do petróleo no mercado internacional e encerrou em leve baixa. 
O contrato mais líquido do Brent recuou 1,81%, para US$ 64,06 o barril, negociado na Intercontinental Exchange, em Londres.
Os bancos também avançaram em bloco, apoiados pelo fluxo estrangeiro e pelos desdobramentos envolvendo o pagamento aos credores de instituições financeiras por meio do Fundo Garantidor de Crédito.
Vale, Petrobras e bancos respondem juntos por cerca de 50% da carteira teórica do Ibovespa, o que amplificou o impacto positivo no índice.
Na ponta positiva, Cogna (COGN3) liderou os ganhos pelo segundo dia seguido. Após a forte alta da véspera, as ações avançaram mais de 6%, apoiadas por avaliações positivas de bancos que destacaram a melhora operacional e o interesse crescente de investidores no setor educacional.
Já entre as maiores quedas apareceram RD Saúde (RADL3), em ajuste técnico, além de PetroReconcavo (RECV3) e Prio (PRIO3), pressionadas pelo recuo do petróleo.

Exterior

No exterior, os mercados também operaram em clima positivo. As Bolsas de Nova York estenderam os ganhos da sessão anterior, apoiadas pelo alívio nas tensões geopolíticas e por dados econômicos que reforçaram a expectativa de manutenção dos juros pelo Federal Reserve no curto prazo.
Declarações recentes do presidente Donald Trump ajudaram a reduzir incertezas, após sinalizações de recuo em medidas tarifárias e discursos conciliatórios durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos.
Indicadores econômicos também ficaram no radar. O índice de preços de gastos com consumo subiu 0,2% em novembro, com alta anual de 2,8%, em linha com as expectativas. 
Já o PIB dos Estados Unidos cresceu 4,4% em taxa anualizada no terceiro trimestre de 2025.
📈 Com isso, o mercado manteve as apostas de que os juros norte-americanos seguirão estáveis na próxima reunião, com eventuais cortes apenas a partir de junho.