A guerra no Oriente Médio voltou a pesar sob o ânimo dos mercados nesta terça-feira (24), depois que o Irã negou estar discutindo o fim dos ataques com os Estados Unidos.
📉 Após saltar mais de 3% na véspera diante da possibilidade de uma trégua no conflito, o
Ibovespa chegou a cair mais de 1% nos primeiros minutos do pregão desta terça-feira (24), perdendo os 180 mil pontos na mínima do dia.
Já o
dólar avançou mais de 0,50% e tocou nos R$ 5,28 na máxima do dia, enquanto o
petróleo do tipo Brent subia mais de 3%, voltando a encostar nos US$ 100.
⛽ O ritmo de perdas, porém, logo amenizou na Bolsa brasileira. Isso porque a alta do petróleo impulsiona as ações da
Petrobras (PETR3).
A
Vale (VALE3) também tenta subir, acompanhando a alta do
minério de ferro, o que dá certa sustentação ao Ibovespa. Por isso, às 11h15, o índice caia 0,15% e já havia retomado os 181 mil pontos.
Já nos Estados Unidos, as bolsas operam no vermelho, com o
Nasdaq liderando as perdas. O movimento contrasta com o clima de alívio que tomou conta dos mercados na segunda-feira (23), refletindo a retomada das tensões no Oriente Médio.
Reviravolta na guerra
O Irã negou nesta terça-feira (24) ter negociado o fim da guerra com os Estados Unidos, como havia sugerido o presidente americano, Donald Trump, na véspera.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, ainda disse que o rumor de uma trégua não passava de uma "fake news", que tinha como objetivo acalmar os mercados e aliviar a cotação do petróleo.
"Não houve negociações com os EUA. Notícias falsas são usadas para manipular os mercados financeiros e de petróleo e escapar do atoleiro em que os EUA e Israel estão presos", escreveu Ghalibaf, no X.
Segundo ele, o povo iraniano "exige punição completa e com arrependimento dos agressores" e "todos os representantes do governo iraniano apoiam firmemente seu líder supremo e seu povo até que esse objetivo seja alcançado".
Diante desse entendimento, o Irã lançou uma nova onda de ataques contra Israel na madrugada desta terça-feira (24).
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, logo reagiu, prometendo novos ataques contra o Irã e o Líbano.