O GPA,
Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), presenciou a sua nota de crédito nacional sofrer um drástico rebaixamento pela agência de classificação de risco Fitch Ratings, que reduziu a segurança financeira da rede varejista de 'A' para 'CCC'.
Com uma nota de crédito digna de uma empresa que beira a recuperação judicial, a Fitch justifica tamanha tesourada pelo fato de a
rede de supermercados ter aumentado o seu risco com refinanciamentos, embora reconheça a possibilidade de renegociações de dívidas.
Vale frisar que
PCAR3 assumiu o compromisso de honrar os seus credores com R$ 1,7 bilhão até julho, ao mesmo tempo em que a liquidez financeira da empresa só patina e as projeções de fluxo de caixa livre são negativas no médio prazo.
Em contrapartida, o Grupo Pão de Açúcar alega que mantém comprometimento com o seu plano de eficiência em 2026. "Temos foco na redução de gastos e na venda de ativos não estratégicos, além de alternativas de refinanciamento no curto prazo", destaca a companhia em comunicado nesta segunda-feira (2).
Não é à toa que os
títulos de renda fixa emitidos pelo Grupo Pão de Açúcar apresentam taxas indicativas exorbitantes no momento, caso da 18ª emissão de
debêntures, cuja remuneração era de
CDI+ 1,70% ao ano nas condições de emissão em maio de 2021, quando a
taxa Selic era de 3,50% ao ano.
Todavia, as mesmas debêntures do Grupo Pão de Açúcar, sob o código de negociação CBRDA8, apresentam atualmente taxa indicativa de
CDI+ 27,30% e
taxa Selic vigente em 15% ao ano. Como efeito negativo de marcação a mercado, o seu preço unitário indicativo está em R$ 502,24, conforme consulta feita na Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) há cinco anos, hoje você teria R$ 150,00, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 1.697,20 nas mesmas condições.