Flávio sinaliza que pode revisar PEC da 6x1 caso seja eleito; entenda

O texto do fim da escla 6x1 foi aprovado com 75 votos favoráveis e um contrário.

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Publicado em 15/10/2026 às 08:49h - Atualizado em 15/10/2026 às 08:51h Publicado em 15/10/2026 às 08:49h Atualizado em 15/10/2026 às 08:51h por Elanny Vlaxio
O texto aprovado pelo Senado estabelece a redução da jornada semanal máxima de 44 para 40 horas (Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil)
O texto aprovado pelo Senado estabelece a redução da jornada semanal máxima de 44 para 40 horas (Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil)
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) sinalizou a empresários que poderá rever as regras para a PEC (Proposta de Emenda à Constiuição) do fim da escala de trabalho 6x1 caso vença as eleições. 
A possibilidade foi discutida após o senador mudar de posição e anunciar apoio à proposta, que prevê a redução da jornada semanal sem corte de salários.
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Segundo relatos publicados pela imprensa, eventuais ajustes seriam avaliados conforme os efeitos da medida sobre o emprego e a atividade econômica. 
A sinalização ocorreu em conversas com representantes da indústria, do comércio e dos serviços.

O que pode mudar na escala 6x1?

A discussão envolve a possibilidade de alterar as regras da proposta que prevê o fim do modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e descansa um.
O texto aprovado pelo Senado estabelece a redução da jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado e manutenção dos salários. A implementação está prevista de forma gradual. 
O entorno de Flávio considera discutir alternativas no Congresso caso a redução da jornada provoque dificuldades para determinados setores.
A preocupação de empresários está relacionada ao aumento dos custos para manter as operações, especialmente em atividades que exigem funcionamento contínuo. Até o momento, porém, não há uma proposta de revisão detalhada.

Mudança de posição durante a campanha

A sinalização ocorre depois de Flávio passar a apoiar a proposta, após meses de críticas à discussão do fim da escala 6x1. Antes de anunciar seu voto favorável, o senador questionava a tramitação da medida durante o período eleitoral e alertava para possíveis efeitos negativos sobre o emprego.
Ao mudar de posição, Flávio afirmou que a maioria dos trabalhadores brasileiros deseja o fim da escala. Também defendeu que o governo federal compense as empresas pelos custos adicionais que a mudança possa provocar.
“A gente vai votar a favor do fim da 6 por 1 e quem vai pagar essa conta vai ser o governo, porque os empresários estão sufocados, estão quebrados. O governo é que vai ter que bancar essa compensação”, declarou, sem detalhar como o mecanismo funcionaria ou de onde viriam os recursos. 
O senador votou a favor da proposta no Senado na quarta-feira (14), mas não participou presencialmente das sessões de discussão. O texto foi aprovado em dois turnos, com 75 votos favoráveis e um contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). 

PL defende alternativa para a jornada de trabalho

Além da possibilidade de rever regras, o Partido Liberal pretende defender uma proposta alternativa para a organização das jornadas. O líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido tentará avançar, em 2027, com a chamada PEC das Horas Trabalhadas, elaborada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN).
A proposta prevê maior flexibilidade nas relações de trabalho, com possibilidade de remuneração proporcional às horas trabalhadas e escolha entre o regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e o modelo alternativo. A ideia difere do texto aprovado pelo Senado, que estabelece redução da jornada sem diminuição salarial.