O senador
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar nesta quinta-feira (13) sua candidatura à Presidência da República. O problema ocorreu porque o sistema da Justiça Eleitoral passou a indicar que o parlamentar está filiado ao partido Missão, e não ao PL, legenda pela qual pretende disputar a eleição.
Uma certidão de filiação partidária emitida em 12 de agosto mostra Flávio com “filiação regular” ao Missão, no Rio de Janeiro. O Missão afirmou que "foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro". Já o TSE informou que a filiação ao Missão não ocorreu por uma invasão hacker.
Flávio, por sua vez, contestou a filiação e tratou o episódio como fraude. "Vocês viram aí que fraudaram a minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não, porque Deus está no comando e a gente vai conseguir juntos resgatar o nosso Brasil", afirmou.
A advogada da campanha de Flávio Bolsonaro, Maria Claudia Bucchianeri, classificou como “inequívoco que foi fraudulento” o registro que passou a apontar o senador como filiado ao partido Missão. Diante da situação, o partido acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Segundo o tribunal, o registro foi realizado com o uso de credenciais de acesso de alguém ligado ao partido. "A filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações".
Vale citar que o prazo para o registro da candidatura termina às 19h de sábado (15). Até lá, o impasse envolvendo a filiação partidária precisa ser resolvido para que o PL possa formalizar a candidatura de Flávio à Presidência.