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O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, apagou suas postagens antigas nas quais criticava o Bolsa Família. As publicações voltaram a circular nos últimos dias, no contexto da disputa eleitoral contra Lula (PT).
Em um dos posts, o parlamentar dizia que o programa social era “financiamento público da campanha do PT”. Em outra publicação, ele classificou o BF como “bolsa farelo”.
As mensagens foram excluídas da rede, mas constam em arquivos salvos pela imprensa antes do lançamento da candidatura à Presidência. Flávio também foi o único deputado estadual a, em 2011, votar contra o programa Renda Melhor, que previa um benefício adicional para os moradores do Rio de Janeiro.
“Fui o único voto contra na @alerj ao projeto ‘Renda Melhor’, q chamei de “bolsa-farelo”, pelo seu caráter clientelista eleitoral”, escreveu o então deputado estadual.
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Os textos voltaram a circular depois que a coordenadora econômica de sua campanha, Daniella Marques, classificou a dependência de programas sociais como “prisão assistencialista”.
“[Temos] que libertar o Brasil desta prisão assistencialista”, disse a ex-presidente da Caixa. “As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família, aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada e todo mundo merece sonhar com mais oportunidade, mais dignidade”, afirmou.
Na mesma entrevista, ela apresentou uma proposta que prevê a transição de dois anos para beneficiários do programa que conseguirem emprego. Diante disso, eles continuariam a receber o benefício depois de serem registrados.
Horas depois de as mensagens voltarem a circular, Flávio publicou um vídeo negando que vai encerrar o Bolsa Família. Ele destacou o projeto da regra de transição que vai manter o benefício mesmo que a pessoa seja empregada ou abra seu próprio negócio.
“Você que recebe o Bolsa Família fica tranquilo, seu benefício está garantido… É para incentivar você, caso queira, quando você arrumar o emprego de carteira assinada ou abrir a própria empresa, você continua recebendo o Bolsa Família por até dois anos”, afirmou o presidenciável.
As mensagens surgem também no mesmo período em que Bolsonaro cresce entre os eleitores que recebem o benefício social. Segundo a pesquisa BTG/Nexus, desde o primeiro turno das eleições, as intenções de voto nele teriam aumentado em quase 7 pontos percentuais, chegando a 29,2%.
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