EUA e Irã selam acordo para reabrir Estreito de Ormuz, diz fonte

Uma fonte oficial do governo americano disse à imprensa que o Irã cedeu na questão do urânio enriquecido.

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Publicado em 24/05/2026 às 15:37h Publicado em 24/05/2026 às 15:37h por Lucas Simões
Reabertura do Estreito de Ormuz deve desmobilizar preços elevados do petróleo (Imagem: Shutterstock)
Reabertura do Estreito de Ormuz deve desmobilizar preços elevados do petróleo (Imagem: Shutterstock)
Mesmo sem nenhuma declaração oficial, já pode-se dizer que Estados Unidos e Irã firmaram um acordo de princípios neste domingo (24) para reabrir o Estreito de Ormuz, rota marítima responsável por 20% das exportações globais de petróleo.
Segundo uma fonte oficial americana que contou aos repórteres do jornal The New York Times, o Irã teria aceitado a proposta do governo Trump sobre se desfazer de suas reservas de urânio altamente enriquecido, combustível essencial para a construção de uma bomba atômica.
O alto funcionário do governo americano disse, em condição de anonimato, que o mecanismo pelo qual o Irã se desfaria de seu urânio altamente enriquecido ainda estava sendo negociado, embora o presidente Donald Trump já defenda o confisco do material como parte de sua estratégia de combate ao programa nuclear iraniano.
Por ora, a gestão Trump se limitou a assegurar que seus negociadores “não se precipitassem em um acordo [com o Irã]”. Tanto o governo dos EUA quanto autoridades do Irã reforçam que o atual acordo sendo costurado seria uma estrutura inicial que levaria a novas negociações, e não a palavra final.
“As negociações estão a decorrer de forma ordenada e construtiva, e informei os meus representantes para não se precipitarem num acordo, pois o tempo está do nosso lado. Ambos os lados devem ter calma e fazer tudo certo. Não podem haver erros!”, escreveu Trump em publicação nas redes sociais. 
Na véspera, as autoridades americanas já sinalizavam negociações avançadas com o regime dos aiatolás, com grandes chances de colocar fim no bloqueio ao Estreito de Ormuz, que deixou de operar regularmente desde o dia 17 de fevereiro de 2026. 
Caso um acordo definitivo venha a se concretizar, é esperado que os mercados globais se acomodem, reprecificando especialmente as cotações tanto do petróleo tipo Brent quanto do petróleo WTI, que há meses vêm rodando acima dos US$ 100 por barril.