Mesmo sem nenhuma declaração oficial, já pode-se dizer que Estados Unidos e Irã firmaram um acordo de princípios neste domingo (24) para reabrir o Estreito de Ormuz, rota marítima responsável por 20% das exportações globais de
petróleo.
Segundo uma fonte oficial americana que contou aos repórteres do jornal The New York Times, o Irã teria aceitado a proposta do governo Trump sobre se desfazer de suas reservas de urânio altamente enriquecido, combustível essencial para a construção de uma bomba atômica.
O alto funcionário do governo americano disse, em condição de anonimato, que o mecanismo pelo qual o Irã se desfaria de seu urânio altamente enriquecido ainda estava sendo negociado, embora o presidente Donald Trump já defenda o confisco do material como parte de sua estratégia de combate ao programa nuclear iraniano.
Por ora, a gestão Trump se limitou a assegurar que seus negociadores “não se precipitassem em um acordo [com o Irã]”. Tanto o governo dos EUA quanto autoridades do Irã reforçam que o atual acordo sendo costurado seria uma estrutura inicial que levaria a novas negociações, e não a palavra final.
“As negociações estão a decorrer de forma ordenada e construtiva, e informei os meus representantes para não se precipitarem num acordo, pois o tempo está do nosso lado. Ambos os lados devem ter calma e fazer tudo certo. Não podem haver erros!”, escreveu Trump em publicação nas redes sociais.
Caso um acordo definitivo venha a se concretizar, é esperado que os mercados globais se acomodem, reprecificando especialmente as cotações tanto do
petróleo tipo Brent quanto do
petróleo WTI, que há meses vêm rodando acima dos US$ 100 por barril.