O jeito de investir do brasileiro está mudando, não de forma abrupta, mas com sinais claros de transformação. A poupança continua no topo das escolhas, mas já divide atenção com alternativas que vêm ganhando terreno e espaço nas carteira, segundo dados da 9ª edição do Raio-X do Investidor, pesquisa da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
Na prática, a poupança ainda aparece como principal porta de entrada, sendo utilizada por 22% da população. Logo atrás, surgem os títulos privados (7%) e os fundos de investimento (5%). Ainda assim, o dado que mais chama atenção está fora desse grupo: 59% dos brasileiros não utilizam nenhum tipo de investimento atualmente.
Entre quem já investe, o cenário começa a se reconfigurar. A presença da poupança recuou de 75% em 2021 para 61% em 2025, enquanto os títulos privados avançaram de 8% para 20% e os fundos de 9% para 14%. O movimento indica um investidor mais aberto a diversificar, ainda cauteloso, mas menos concentrado.
O que pesa na decisão
Na hora de escolher onde colocar o dinheiro, retorno e segurança seguem como bússolas principais. Entre os que pretendem investir ou continuar investindo em 2026, 37% priorizam o potencial de ganho, enquanto 26% olham primeiro para a proteção do capital. A facilidade de acesso também entra no radar, citada por 15%.
Esse conjunto de fatores ajuda a explicar o avanço dos títulos privados, que vêm ganhando espaço tanto em uso quanto em interesse. Em cinco anos, o percentual de investidores nesse tipo de produto saiu de 2% para 7%, acompanhando o crescimento da familiaridade com essas opções.
O conhecimento sobre investimentos também cresceu e passou de 28% para 43% em cinco anos, mas ainda não se converte totalmente em prática. Ao mesmo tempo, 45% afirmam que não pretendem investir no próximo ano, um número menor que o atual, já para 2026, a preferência segue concentrada em opções tradicionais, veja: