Equatorial (EQTL3) vende ativos de transmissão, em negócio de até R$ 9,39 bi

Recursos poderão ser usados no pagamento de dividendos, redução do endividamento ou outras oportunidades de negócio.

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Publicado em 05/04/2025 às 16:53h - Atualizado 13 horas atrás Publicado em 05/04/2025 às 16:53h Atualizado 13 horas atrás por Marina Barbosa
A Equatorial Transmissão foi comprada pela canadense CDPQ (Imagem: Shutterstock)

A Equatorial (EQTL3) fechou um acordo para a venda dos seus ativos de transmissão de energia para a Verene Energia, uma empresa do grupo canadense CDPQ.

💡O negócio está avaliado em até R$ 9,395 bilhões e envolve todas as ações da Equatorial Transmissão, subsidiária da Equatorial que detém sete redes de transmissão.

"Com a conclusão da operação, a Equatorial deixará de deter qualquer participação direta e/ou indireta na Equatorial Transmissão e nas Transmissoras, cujos ativos foram adquiridos em leilões de 2016 e 2017, e formam um portfólio representativo e de grande qualidade e rentabilidade no setor", anunciou a empresa, nessa sexta-feira (4).

Em comunicado, a Equatorial disse que "conclui um ciclo muito rentável de alocação de capital no segmento de transmissão" com esse movimento. E, assim, poderá "seguir com sua estratégia de otimização da estrutura de capital e avançar em novas estratégias".

💰 A companhia disse ainda que os recursos obtidos com a venda poderão ser destinados para o pagamento de proventos aos acionistas, como dividendos e JCP (Juros sobre o Capital Próprio).

Os recursos ainda poderão ser usados na "busca de oportunidades orgânicas e inorgânicas" ou na redução do endividamento da empresa, que cresceu devido a aquisições recentes, como a Sabesp (SBSP3)

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Valores e condições do negócio

A venda dos ativos de transmissão da Equatorial Energia está avaliada em R$ 9,395 bilhões.

A cifra considera um valor patrimonial de até R$ 5,188 bilhões na data-base de 30 de junho de 2025, corrigido pelo CDI da Data-Base até o efetivo fechamento da operação, sujeitos a regras de ajuste de preço previstas em contrato.

De acordo com a Equatorial, esses ativos tinham uma dívida líquida de R$ 2,862 bilhões ao final de 2024. Já a dívida líquida projetada para a data-base do negócio (junho de 2025) será ajustada por efeitos de pagamento dos dividendos declarados e redução de capital do caixa excedente. 

⚠️ Com isso, o caixa gerado no período  de janeiro a junho será mantido pela Equatorial.

A conclusão do negócio, contudo, depende de determinadas condições, como a aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e de determinados credores.

A operação ainda prevê uma reorganização societária para a segregação do portfólio da Echoenergia, subsidiária de energia renovável da Equatorial Transmissão que deve continuar com a Equatorial.