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Engie Brasil (EGIE3) registrou lucro líquido de R$ 727 milhões no quarto trimestre do ano (4T25), bem abaixo do saldo de R$ 1,06 bilhão há um ano. No acumulado de 2025, a lucratividade da companhia elétrica cedeu -33,6%, de 4,3 bilhões em 2024 para R$ 2,85 bilhões.
Os resultados divulgados pela empresa nesta quarta-feira (25) também revelaram que outras linhas do balanço apresentaram retrações, caso do Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização), que ficou em R$ 1,86 bilhão no 4T25, abaixo dos R$ 1,93 bilhão há um ano.
Ao final de 2025, a
EGIE3 ostentava uma capacidade instalada de 10.684,8 MW, operando um parque gerador de 12.384,5 MW, composto de 133 usinas, sendo 13 hidrelétricas e 120 de fontes renováveis complementares.
O preço médio de venda de energia, líquido dos encargos sobre a receita e operações de trading, foi de R$ 210,66 por MWh no 4T25. Esse valor foi -6,3% inferior ao do 4T24, que foi de R$ 224,93/MWh. Nos últimos dois anos, a Engie Brasil foi alvo de ressarcimentos por entregar energia eólica e solar em quantidades inferiores às firmadas nos contratos no ambiente regulado com as distribuidoras elétricas.
Já os investimentos totalizaram R$ 627 milhões no 4T25, dos quais R$ 3 milhões pagos como complemento na aquisição de participação societária do Conjunto Eólico Serra do Assuruá, situado na Bahia, cuja operação plena aconteceu no trimestre.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Engie Brasil (EGIE3) há dez anos, hoje você teria R$ 3.081,70, já considerando o reinvestimento dos dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 4.565,70 nas mesmas condições.