Prejuízo da Eneva (ENEV3) acelera 231% e soma R$ 962,6 milhões no 4T24
Geradora de energia elétrica atribui uma série de justificativas para o seu desempenho, entre as quais a valorização do dólar no período
A Eneva (ENEV3) obteve autorização do Ministério de Minas e Energia para importar energia elétrica intermitente da Venezuela, Argentina e Uruguai. A decisão tem como finalidade reduzir os custos de geração em Roraima e tornar o fornecimento de energia mais eficiente.
🔎 A importação de energia da Venezuela possui o potencial de reduzir a CCC (Conta de Consumo de Combustíveis), desde que os preços sejam competitivos em relação à geração local. Entretanto, a retomada das importações depende da conclusão dos reparos na linha de transmissão, que está inoperante desde 2019.
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É importante ressaltar que a efetivação da importação de energia da Venezuela, assim como de outras nações, está condicionada à aprovação da Aneel, do ONS e do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. Diferentemente, as importações da Argentina e do Uruguai seguem um processo regulatório específico no mercado brasileiro.
💻 A empresa firmou, dias atrás, importantes acordos com o BTG Pactual (BPAC11) e, em consonância com essa nova dinâmica, convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para o dia 30 de setembro, a fim de deliberar sobre uma reorganização societária que visa otimizar sua estrutura.
A companhia anunciou ainda a compra de 50% da Gera Maranhão e de 100% da Linhares, incluindo suas debêntures. Adicionalmente, a empresa e o banco firmaram um Acordo de Associação para a cisão de parte da termelétrica, sendo que a parcela destacada inclui as ações da Tevisa Termelétrica Viana e da Povoação Energia.
Geradora de energia elétrica atribui uma série de justificativas para o seu desempenho, entre as quais a valorização do dólar no período
Além da novidade regulatória, a Eneva anunciou a aprovação de um programa de recompra de até 50 milhões de ações.