Cosan (CSAN3) tem prejuízo líquido de R$ 9,2 bilhões no 4º tri de 2024
Desconsiderando os impactos extraordinários mencionados, o prejuízo anual totalizou R$ 909,0 milhões.
💸 Em busca de reduzir suas dívidas elevadas, a holding Cosan (CSAN3) está considerando vender sua fatia de 4,1% na mineradora Vale (VALE3), quantia que pode render US$ 2,2 bilhões (aproximadamente R$ 12 bilhões), conforme informações publicadas na Bloomberg.
No caso, sua empresa controlada de açúcar e biocombustíveis, a Raízen (RAIZ4), também pensa em se desfazer de sua unidade de distribuição de gasolina na Argentina, ainda segundo a agência noticiou nesta sexta-feira (27).
Após o fechamento desta reportagem do Investidor10, a Raízen se pronunciou oficialmente sobre a situação, alegando que realiza avaliação contínua de seu portfólio de negócios e que a reciclagem de ativos é parte integrante de sua estratégia. Contudo, no presente momento, não há nenhuma negociação em curso referente a desinvestimento de sua operação na Argentina.
Durante o pregão de hoje, ambas as companhias com forte presença no agronegócio fecharam em alta, com ganhos de +1,47% e +3,61%, respectivamente. No entanto, ambas ações contabilizam prejuízos nos últimos 12 meses.
Conforme dados do Investidor10 nesta data, se você tivesse investido R$ 1.000,00 em CSAN3 há um ano, hoje você teria R$ 804,74, mesmo considerando o reinvestimento dos dividendos. Já o investimento em RAIZ4 teria retornado R$ 912,74, nas mesmas condições.
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Se nem mesmo as grandes companhias do agronegócio, com bilhões de reais em valor de mercado, passam por maus bocados, as empresas de menor porte pedem socorro, ou melhor, pedem recuperação judicial em 2024.
🌱 Após a Agrogalaxy (AGXY3), que tem ações negociadas na B3 tomar as manchetes dos jornais nos últimos dias, outra importante distribuidora de insumos agrícolas pediu arrego financeiro nesta semana: a Portal Agro.
Com sede em Paragominas, no estado do Pará, a Portal Agro enfrenta um endividamento de aproximadamente R$ 645 milhões. Desse total, ao menos R$ 249 milhões são provenientes de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).
Desconsiderando os impactos extraordinários mencionados, o prejuízo anual totalizou R$ 909,0 milhões.
Apesar do novo preço-alvo, XP ainda recomenda compra das ações da Cosan.