Debêntures da Origem Energia pagam quase 16% ao ano até 2035; veja simulação

Empresa de infraestrutura energética pegou emprestado R$ 1,38 bilhão de investidores de renda fixa.

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Publicado em 07/02/2026 às 16:10h - Atualizado 3 minutos atrás Publicado em 07/02/2026 às 16:10h Atualizado 3 minutos atrás por Lucas Simões
Debêntures incentivadas da Origem Energia são isentas de imposto de renda (Imagem: Divulgação)
Debêntures incentivadas da Origem Energia são isentas de imposto de renda (Imagem: Divulgação)
Os 15% ao ano pagos pela taxa Selic encontram-se em seus momentos finais em 2026, todavia, existem títulos de renda fixa mais arriscados e fora do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que chegam a travar rentabilidade de quase 16% ao ano até 2035, caso das debêntures incentivadas emitidas pela Origem Energia, empresa de infraestrutura energética fundada em 2017.
Conforme consulta na Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), tais títulos de dívida da Origem Energia apresentam taxa indicativa de 15,97% ao ano neste início de fevereiro, bem superior à taxa prefixada de 14,10% ao ano nas condições de lançamento das debêntures em dezembro de 2023.
Justamente por conta da forte subida das taxas dos títulos de renda fixa da Origem Energia no período, de 14% ao ano para quase 16% ao ano, o seu preço unitário deveria estar em R$ 1.019,62, mas apresenta valor indicativo de R$ 948,92 — ou seja, implicando em prejuízo na marcação a mercado.
Todavia, os novos aportes de dinheiro nas debêntures incentivadas da empresa estão mais atrativos por conta dos juros compostos maiores, bem superiores ao rendimento de 13,62% ao ano oferecido pelo Tesouro Prefixado 2035 com juros semestrais, o título de renda fixa do governo que ainda cobra imposto de renda.
Caso o investidor tivesse acesso à taxa indicativa de 15,97% ao ano na corretora de valores de sua preferência, a Calculadora de Juros Compostos do Investidor10 estima que uma aplicação de R$ 50 mil nas debêntures incentivadas da origem Energia renderia R$ 206.831,12 até o seu vencimento em dezembro de 2035. Em comparação, a poupança retornaria cerca de R$ 87.394,59.
Apesar dos riscos de créditos elevados ao se emprestar dinheiro diretamente às empresas, os analistas do BTG Pactual recomendam os títulos de renda fixa da Origem Energia (sob código de negociação ORIG21), já que a petroleira utiliza contratos de longo prazo (take-or-pay) de produção e fornecimento de gás, além de hedgear (proteger) sua produção de petróleo. 
Inclusive, acompanhe a seguir também uma simulação de rentabilidade mais aproximada da rentabilidade praticada pelas debêntures incentivadas da companhia, praticadas nas corretoras de valores. 
  • Taxa de rentabilidade: 14,77% ao ano (líquido)
  • Investimento mínimo: R$ 1.055,49
  • Risco Financeiro:Baixo
  • Quanto rendem R$ 10 mil após 60 meses: R$ 40.752,53
  • Mesma quantia em CDB pagando 100% do CDI: R$ 35.407,98
  • Prazo de vencimento: dia 15 de dezembro de 2035
  • Liquidez: Somente no vencimento
  • Onde encontrar: Itaú (ITUB4)
  • Tem proteção do FGC: Não
  • Observação: Este ativo de renda fixa pode não estar disponível para novos investimentos. Para confirmar, contate o banco emissor