CVM diz basta, suspende companhia da bolsa e impede negociação de ativos

Sugoi integra lista de inadimplentes ao lado de empresas como a Bombril

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Publicado em 24/11/2025 às 13:36h - Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h Publicado em 24/11/2025 às 13:36h Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h por Wesley Santana
Empresa é bastante conhecida no interior de SP onde projetou muitos imóveis (Imagem: Divulgação)
Empresa é bastante conhecida no interior de SP onde projetou muitos imóveis (Imagem: Divulgação)

Nesta segunda-feira (24), a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) publicou um documento que suspende os direitos de uma das empresas listadas na bolsa de valores. A partir de agora, a Sugoi S.A. fica impedida de negociar qualquer ativo no mercado de balcão, sejam eles ações, debêntures ou quaisquer outros títulos.

A decisão foi publicada como resultado de um processo que corre há pelo menos dois anos. Neste período, a companhia não publicou suas informações financeiras relevantes, nem realizou comunicados periódicos sobre movimentações internas.

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“A Superintendência de Relações com Empresas (SEP) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informa que foi suspenso o registro, de que trata o art. 21 da Lei 6.385, da companhia aberta SUGOI S.A., devido ao descumprimento, há mais de um ano, da obrigação de prestar informações à Autarquia (prevista na Resolução CVM 80)”, destacou.

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“A SEP lembra que, enquanto o registro estiver suspenso, a companhia não pode ter os valores mobiliários por ela emitidos admitidos à negociação em mercados regulamentados, quais sejam: balcão organizado, bolsa ou balcão não organizado”, continuou.

A Sugoi é uma construtora de imóveis com sede em São Paulo que tem passado por um longo processo de reorganização societária. Em julho deste ano, a companhia já aparecia em uma lista da CVM que destaca empresas consideradas inadimplentes.

Algumas delas estavam em processo de recuperação judicial ou de liquidação, o que justificava a falta de envio de informações. Outra empresa desta mesma lista era a Bombril, que entrou em RJ no começo deste ano, depois de alegar dívidas de R$ 2,3 bilhões. A empresa entregou um plano que prevê o pagamento em até nove anos.