A Companhia Siderúrgica Nacional, mais conhecida como
CSN (CSNA3), anunciou a contratação de uma nova linha de empréstimo de US$ 1,2 bilhão, com a possibilidade de aumento para até US$ 1,4 bilhão.
Em compensação, o custo do dinheiro emprestado é correspondente à taxa SOFR+ 6% ao ano e prazo final de vencimento de 5 anos. A taxa SOFR, atualmente em 3,62% ao ano, refere-se ao custo de empréstimos overnight em dólares, operação garantida por títulos públicos americanos.
Por sua vez, a
CSNA3 diz que utilizará tais recursos bilionários para refinanciar dívidas existentes e para o pagamento de taxas, despesas e custos correlatos do empréstimo.
Para a gestão da Companhia Siderúrgica Nacional, a contratação da linha de empréstimo agora integra parte do programa estruturado de desinvestimento de ativos, com o objetivo de otimizar a estrutura de capital. Tanto que o magnata
Joesley Batista já está de olho na divisão de cimentos da empresa.
Conforme dados do
Investidor10, a dívida líquida da CSN em 2026 soma R$ 37,86 bilhões, implicando que seu indicador fundamentalista Dívida Líquida Sobre Ebitda (Lucro Operacional) fique em 4,22 vezes, bem mais arriscado que a média do
setor siderúrgico, a qual é de 1,86 vez.
Vale citar que, desde o dia 28 de janeiro de 2026, as ações
CSNA3 registram desvalorização de -45%. Se você tivesse investido R$ 1 mil em CSNA3 há cinco anos, hoje você teria R$ 264,00, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. Enquanto isso, o
Ibovespa teria retornado R$ 1.516,20 nas mesmas condições.
Fundada em 1941, a Companhia Siderúrgica Nacional opera de forma integrada em toda a cadeia produtiva do aço, desde a extração do minério de ferro até a fabricação e comercialização de produtos siderúrgicos, como aços planos galvanizados e folhas metálicas.