BTG Pactual (BPAC11) diz que não fez proposta para o Banco Master
Banco de André Esteves afirmou, no entanto, que monitora as oportunidades do mercado.
🤑 Os investimentos em renda fixa aqui no Brasil também exigirão que o investidor repense sua estratégia de alocação diante da nova rodada de tarifas comerciais impostas pelo presidente americano Donald Trump, anunciadas nesta quarta-feira (2), apelidada pelo republicano de "Dia da Libertação".
De bate pronto, coube aos produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos uma alíquota de 10%, conforme o mandatário da Casa Branca, que também taxou outros países e com cobranças que chegam a até 49%.
Enquanto a estratégia de Trump é parte de um esforço mais amplo para equalizar tarifas e barreiras comerciais que Washington considera injustas, analistas elegem um dos três tipos de indexadores de renda fixa como o mais adequado para lidar com um período marcado por incertezas econômicas, como aparenta ser a situação em 2025.
"Com incertezas internacionais e domésticas à frente, reforçamos que a relação risco-retorno se mostra bastante atrativa no CDI. A volatilidade, entretanto, deve permanecer elevada e cautela com seletividade em momentos como o atual são essenciais para retornos compostos melhores no longo prazo", comenta o economista Álvaro Frasson, do BTG Pactual (BPÁC11), em relatório.
➡️ Leia mais: Tesouro Selic: Quanto rende o seu dinheiro na renda fixa com Selic a 14,25%?
De fato, os investimentos atrelados ao CDI (títulos pós-fixados) têm entregue rentabilidades bem próximas ou até superiores ao tão cobiçado 1% ao mês que os rentistas tanto procuram na renda fixa, sem ao mesmo tempo, abrir mão de liquidez diária ou correr riscos desnecessários.
Conforme levantamento publicado pelo Investidor10, os títulos pós-fixados disponíveis no Tesouro Direto, os já conhecidos Tesouro Selic, entregam uma valorização média de +0,95% ao mês durante março de 2025, além de seus juros compostos acumularem ganhos de até +11,57% nos últimos 12 meses.
Agora, olhando para o que pode acontecer nos próximos meses e anos, o planejador financeiro Rafael Haddad, do C6 Bank, estima que a rentabilidade líquida do Tesouro Selic, ou seja, já descontada a cobrança de imposto de renda, deve bater em +12,11% nos próximos 12 meses, além de +83,11% nos próximos cinco anos.
Logo, caso você decida emprestar R$ 10 mil ao governo brasileiro através do Tesouro Selic, o especialista calcula que o seu retorno será de R$ 11.210,69 após 12 meses ou de R$ 18.311,15. Só para comparar, a poupança retornaria R$ 10.777,00 e R$ 14.537,49, respectivamente.
➡️ Leia mais: CRAs e CRIs pagam até 17,25% ao ano na renda fixa isenta em 2025; veja retorno
Para quem tolera ver o seu dinheiro emprestado flutuando para cima e para baixo até o vencimento, é possível lucrar bem acima do cobiçado 1% ao mês, inclusive sem ter que abdicar do Tesouro Direto, já que teve título público rentabilizando quase 3% ao mês só em março passado.
Só que você já deve ter ouvido falar que a renda fixa isenta de imposto de renda — investimentos como CRAs, CRIs e debêntures incentivadas — costumam remunerar bem acima do Tesouro Direto e de títulos bancários (CDBs, LCAs e LCIs) com taxas mais conservadoras, embora, para isso o investidor aceite correr um risco de calote bem maior e não contar com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
🎯 Caso faça sentido na sua estratégia de investimentos ter uma parcela do patrimônio aplicada em renda fixa isenta, será que o momento atual de incertezas econômicas permite valer a pena emprestar o seu dinheiro diretamente para empresas em troca de recebê-lo de volta com juros compostos após um tempo?
O próprio BTG Pactual aponta que os títulos de renda fixa isentos e indexados ao IPCA+ encerraram março pagando quase 40 pontos-base a mais do que o Tesouro IPCA+ chega a oferecer pelo dinheiro que será corrigido bem acima da inflação.
"Observamos uma taxa indicativa média de IPCA+ 8,10% ao ano em março contra a remuneração de IPCA+ 7,97% ao ano no início de 2025. Já os investimentos pós-fixados se mantiveram praticamente estáveis em CDI+ 2,10% ao ano", destacam os analistas de crédito privado do banco Frederico Khouri e Luís Gonçalves, em relatório.
Na visão da dupla de especialistas, embora o diferencial de juros compostos da renda fixa isenta possa não estar tão distante assim do Tesouro Direto frente ao risco que o investidor corre, essas taxas nominais mais altas promovem também oportunidades de retornos atrativos.
📊 Por exemplo, a aba de investimentos de renda fixa do Investidor10 lista CRAs e CRIs pagando até 17,25% ao ano, isentos da cobrança de imposto, com potencial de dobrar o patrimônio investido após poucos anos e ao carregar os títulos de crédito privado até os seus respectivos vencimentos.
Banco de André Esteves afirmou, no entanto, que monitora as oportunidades do mercado.
Debêntures incentivadas da Intervias estão com juros compostos atrativos, bem acima dos encontrados no Tesouro Direto