Cessar-fogo permanente: Hamas confirma acordo e declara fim da guerra com Israel

EUA e aliados árabes intermediaram o pacto; Israel deve anunciar sua adesão nas próximas horas.

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Publicado em 09/10/2025 às 16:37h - Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h Publicado em 09/10/2025 às 16:37h Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h por Wesley Santana
Acordo prevê fim de uma das piores guerras da história recente (Imagem: Shutterstock)
Acordo prevê fim de uma das piores guerras da história recente (Imagem: Shutterstock)

Na noite desta quinta-feira (9), pelo horário local, o Hamas declarou o fim da guerra contra Israel. O grupo radical iniciou um cessar-fogo permanente na região, conforme pronunciamento televisivo feito aos palestinos.

"Hoje, anunciamos que chegamos a um acordo para pôr fim à guerra e à agressão contra nosso povo e iniciar a implementação de um cessar-fogo permanente, a retirada das forças de ocupação e a entrada de ajuda humanitária", disse Khalil al-Hayya, chefe do Hamas.

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Segundo ele, os Estados Unidos teriam dado garantias de que Israel também cessaria os ataques, em um acordo mediado por outros países árabes. Além disso, os dois lados acordaram a abertura de uma passagem no sul de Gaza, que será usada para a circulação entre os dois territórios.

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"Enviamos uma resposta que atende aos interesses e direitos do nosso povo e inclui nossa visão para acabar com a guerra", continuou o líder. "O povo da Faixa de Gaza travou uma guerra como nenhuma outra que o mundo já viu, confrontando a tirania do inimigo, a brutalidade de seu exército e seus massacres", acrescentou.

Os ministros do governo de Israel estão reunidos para também emitir um comunicado sobre o cessar-fogo. A expectativa é que, do lado de Tel Aviv, até amanhã, os ataques sejam totalmente paralisados.

A guerra entre Israel e Hamas teve início em outubro de 2023, quando o grupo armado atacou o território vizinho durante um festival de música. No total, mais de 60 mil pessoas já morreram como vítimas do confronto, sendo a maioria delas palestinas.

Governo brasileira comemora

Por meio de nota divulgado no fim da tarde, o Itamaraty comemorou o acordo no Oriente Médio. O governo brasileiro também destacou a atuação dos EUA nas negociações junto do Catar, Egito e Turquia. 

"O acordo, caso venha a ser efetivamente implementado, deverá interromper os ataques israelenses contra Gaza, os quais provocaram mais de 67 mil mortes - com grande número de mulheres e crianças entre as vítimas -, o deslocamento forçado de quase dois milhões de moradores e devastação sem precedentes, com a destruição de grande parte da infraestrutura civil do território", diz a nota.

"Deverá, ademais, garantir a libertação de todos os reféns remanescentes, em troca de prisioneiros palestinos, a entrada desimpedida de ajuda humanitária, e a retirada das tropas israelenses até linha acordada entre as partes, além de criar as condições para a imediata reconstrução de Gaza, com apoio da comunidade internacional", prossegue.