Caso Master: Conselho do MPF forma maioria para não afastar Paulo Gonet

A análise do colegiado foi motivada por mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

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Publicado em 25/09/2026 às 17:45h - Atualizado em 25/09/2026 às 17:48h Publicado em 25/09/2026 às 17:45h Atualizado em 25/09/2026 às 17:48h por Elanny Vlaxio
Até o momento, seis conselheiros votaram contra o afastamento do PGR (Imagem: Divulgação/STF)
Até o momento, seis conselheiros votaram contra o afastamento do PGR (Imagem: Divulgação/STF)
O CSMPF (Conselho Superior do Ministério Público Federal) formou maioria nesta sexta-feira (25) para manter o procurador-geral da República, Paulo Gonet, à frente dos processos relacionados ao Banco Master.
Até o momento, seis conselheiros votaram contra o afastamento do PGR, enquanto a discussão sobre a abertura de uma apuração preliminar sobre sua atuação está empatada em 3 a 3.
A análise do colegiado foi motivada por mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, nas quais o nome de Gonet aparece em diferentes contextos. O material também inclui uma fotografia dos dois durante um evento realizado em Londres, em abril de 2024.
Gonet afirma que aquele foi o único encontro presencial que teve com Vorcaro e nega ter mantido uma relação de proximidade ou amizade com o ex-banqueiro.
O relator do procedimento, subprocurador-geral da República Francisco de Assis Vieira Sanseverino, votou pelo arquivamento do pedido de investigação e também contra o afastamento de Gonet.
Segundo ele, não haveria elementos mínimos de materialidade ou autoria de crime atribuível ao procurador-geral. Sanseverino também afirmou que as mensagens não deveriam ser analisadas de maneira isolada ou fora do contexto.
Na votação seguinte, Celso de Albuquerque Silva acompanhou integralmente o relator. Já Janice Ascari defendeu que as informações fossem aprofundadas por meio de uma apuração preliminar, mas também votou contra o afastamento de Gonet.
Samantha Chantal Dobrowolski adotou posição semelhante, mas rejeitou a retirada do PGR dos processos relacionados ao Master.
Alexandre Camanho de Assis acompanhou o relator e votou contra a abertura de investigação e contra o afastamento de Gonet. José Adônis Callou de Araújo Sá, por sua vez, defendeu a apuração preliminar, mas também se posicionou contra o afastamento do procurador-geral.
Com isso, o placar chegou a 6 a 0 pela permanência de Gonet nos processos, enquanto a questão sobre aprofundar a apuração ficou em 3 a 3.
Gonet não participou da votação por ser o alvo do procedimento. A sessão foi conduzida pelo vice-presidente do Conselho Superior do MPF, Nicolao Dino. O colegiado é formado por dez integrantes, mas, no caso que envolve diretamente o PGR, nove conselheiros participam da votação.