Casas Bahia (BHIA3): Justiça aprova recuperação judicial, mas pede mais dados

Decisão pode ser revista caso a varejista não apresente os documentos em 30 dias.

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Publicado em 21/10/2026 às 12:43h Publicado em 21/10/2026 às 12:43h por Marina Barbosa
Casas Bahia pediu recuperação para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas (Imagem: Shutterstock)
Casas Bahia pediu recuperação para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas (Imagem: Shutterstock)
A Justiça de São Paulo aprovou o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia (BHIA3), mas com a condição de que a varejista apresente documentos adicionais nos próximos 30 dias.
⚖️ A decisão judicial foi publicada nesta quarta-feira (21), pouco depois que os acionistas da empresa aprovaram a ratificação do pedido de recuperação. 
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A avaliação da Justiça foi de que a Casas Bahia cumpriu os requisitos necessários para avançar com o processo, embora tenha deixado de apresentar alguns documentos.
Entre esses documentos, estão a projeção do fluxo de caixa individualizada e demonstrações financeiras de quatro empresas do grupo, além da lista atualizada de credores.
🧾 O entendimento da juíza Taina Maria Leonardo de Oliveira foi de que não se trata de uma deficiência documental grave e absoluta, mas de questões individualizadas que podem ser resolvidas ao longo do processo.
"Trata-se de pendências identificadas, delimitadas e passíveis de esclarecimento ou complementação, e não de vícios que inviabilizam, por si sós, o processamento da recuperação judicial", afirmou.
A juíza disse ainda que os demais dados apresentados pela Casas Bahia já atestam a situação econômico-financeira da empresa e a regularidade essencial do pedido de recuperação judicial.

A crise da Casas Bahia

💸 A Casas Bahia pediu recuperação judicial em agosto de 2026, pouco depois de fechar quase 300 lojas, demitir milhares de trabalhadores e reportar um prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026.
A companhia entrou em crise em meio à alta dos juros, que elevou os custos da sua dívida, afetou a disponibilidade de capital de giro e diminuiu o movimento no varejo, ao pressionar o orçamento e a inadimplência das famílias. 
Com a recuperação judicial, o objetivo é renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas. Para isso, a Justiça suspendeu as execuções contra a empresa por um período de 180 dias, contados a partir de 19 de agosto.
Agora, a Casas Bahia precisa aprovar um plano de recuperação judicial junto aos credores. A varejista ainda deve adotar desde já medidas para regularizar o passivo fiscal e prestar contas mensalmente à Justiça.