Ao levar a Bolsa a patamares recordes, o trade eleitoral gerou ganhos para muitos investidores. E um dos maiores beneficiados foi
André Esteves, o acionista controlador e presidente do Conselho de Administração do
BTG Pactual (BPAC11).
📈 As Units do BTG Pactual dispararam 22,52% no pregão que sucedeu o primeiro turno das eleições de 2026, diante da expectativa do mercado de que uma troca no governo federal leve a mudanças na política fiscal e à queda dos juros, destravando ganhos para os
bancos brasileiros.
Com isso, a fortuna de André Esteves também avançou. De acordo com a Bloomberg, o patrimônio do banqueiro teve um crescimento recorde de 20% ou US$ 2,7 bilhões na segunda-feira (5). Isto é, cerca de R$ 13,5 bilhões na cotação atual e o maior ganho do dia no ranking de bilionários da empresa americana.
💰 Dessa forma, a fortuna de André Esteves alcançou US$ 15,8 bilhões e o banqueiro consolidou-se como o terceiro mais rico do Brasil, atrás apenas de Eduardo Saverin, que ajudou Mark Zuckerberg a fundar o Facebook e a
Meta (M1TA34), e de Jorge Paulo Lemann, sócio de empresas como
Ambev (ABEV3) e
Americanas (AMER3).
André Esteves manteve o posto mesmo depois da correção do mercado na terça-feira (6). As Units do BTG Pactual recuaram 2,81% no último pregão. Já a fortuna do seu acionista controlador encolheu 1,7%, o que representa uma redução de US$ 267 milhões, mantendo-se acima de US$ 15 milhões.
No fechamento de terça-feira (6), André Esteves figurava na 195ª do ranking global de bilionários da Bloomberg, com uma fortuna de US$ 15,6 bilhões. É o equivalente a cerca de R$ 78 bilhões, praticamente o valor de mercado da
BB Seguridade (BBSE3).
Postura política
André Esteves é conhecido por manter relações pragmáticas no campo político, tanto que teria encontrado os principais candidatos à presidência da República antes do primeiro turno das eleições de 2026.
O banqueiro teria tido um jantar reservado com
Flávio Bolsonaro (PL) em agosto e compareceu a um jantar oferecido por
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para empresários algumas semanas depois. Também discutiu a situação da economia brasileira com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Antes disso, já havia dito publicamente que não importa se o próximo presidente será de direita ou de esquerda, desde que tenha uma "decisão econômica racional".
Na avaliação de Esteves, o Brasil vive um momento econômico melhor do que em outras eleições, mas o próximo presidente tem o desafio de promover a redução dos juros.
"Seja Lula, Flávio ou qualquer outro candidato, existe um último passo a ser dado na consolidação do debate econômico brasileiro [...]: trazer o Brasil para juros civilizatórios", disse Esteves, em evento promovido pelo Esfera Brasil em setembro.
Na avaliação do banqueiro, o atual nível dos juros brasileiros é "sufocante", mas seria "perfeitamente possível" derrubar a
taxa Selic para 7% ao ano a partir de um ajuste fiscal.
Para isso, ele defende cortes de gastos, mas também medidas que possam elevar a arrecadação federal, como a eventual revisão do volume de títulos de renda fixa que hoje são isentos de IR (Imposto de Renda).