Após amargar um rombo estimado em R$ 5 bilhões por conta de operações com o
Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro, o
BRB — Banco de Brasília (BSLI4) teve de apresentar no último dia 6 de janeiro um plano de recomposição do seu capital e reforço de liquidez perante o Banco Central.
Tal documento foi entregue pessoalmente pelo presidente da
instituição financeira pública, Nelson Antônio de Souza, ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan. O secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias, também foi ao encontro.
Cerca de 65% do capital social do BRB está nas mãos do Governo do Distrito Federal, o qual é visto como uma das principais alternativas na recomposição da instituição financeira, cujo valor de mercado atual é de R$ 2,24 bilhões.
"Elaborado para garantir a sustentabilidade da instituição, o plano fortalece o capital institucional e assegura a estabilidade das operações. O banco reafirma seu compromisso com a transparência, com a proteção de clientes, investidores e parceiros, e com a adoção de todas as medidas necessárias para preservar a integridade e a continuidade de suas atividades", diz nota do BRB.
Durante amplas investigações da Polícia Federal contra o banqueiro Vorcaro, compreende-se que o BRB pretendia comprar por R$ 12,2 bilhões as carteiras de crédito do Banco Master, mesmo que parte dos executivos da estatal já soubessem que tais ativos financeiros eram superfaturados ou inexistentes.
Por sua vez, o Banco de Brasília alega que aproximadamente R$ 10 bilhões foram substituídos ou liquidados e negou o bloqueio de bens. Caso o Governo do Distrito Federal tenha que injetar dinheiro em sua estatal, precisará de aprovação dos deputados distritais.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil no
BRB — Banco do Brasília (BSLI4) há cinco anos, hoje você teria R$ 110,70, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 1.531,90 nas mesmas condições.