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Ibovespa (IBOV) encerrou a sexta-feira em queda de 0,69%, aos 186.464,30 pontos, em um movimento típico de realização de lucros antes do feriado prolongado de Carnaval. Ao longo do pregão, o índice oscilou entre a máxima de 187.765,82 pontos e a mínima de 183.662,18 pontos, com volume financeiro de R$ 32,96 bilhões.
Apesar da correção, o saldo segue positivo na semana, com o principal índice da B3 avançando 1,92%, acumulando alta de 2,81% em fevereiro e expressivos 15,73% em 2026.
Com a bolsa fechada até quarta-feira — e Wall Street também parada na segunda-feira (16) pelo Dia do Presidente — parte dos investidores optou por reduzir risco e ajustar posições após a sequência de recordes recentes.
Na quinta-feira, o Ibovespa havia superado os 190 mil pontos pela primeira vez na história, marcando o 11º recorde nominal de 2026.
Exterior dá suporte, mas não evita ajuste
Em Wall Street, o clima foi mais construtivo. O índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos subiu 0,2% em janeiro, abaixo da expectativa de 0,3%, reforçando a percepção de que a
inflação pode estar perdendo fôlego.
O S&P 500 fechou praticamente estável, sustentado por essa leitura mais benigna da inflação. Ainda assim, o suporte externo não foi suficiente para evitar a realização na bolsa brasileira após a forte valorização recente.
Vale e bancos pressionam o índice
Entre os pesos pesados, a
Vale (VALE3) recuou 2,47%, um dia após divulgar prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre, impactado por baixas contábeis e despesas não recorrentes. O Ebitda ajustado cresceu na comparação anual, mas o foco do mercado ficou na última linha. Na China, o minério de ferro também recuou, adicionando pressão.
A
Petrobras (PETR4) registrou perdas moderadas, mesmo com leve alta do petróleo no exterior, refletindo mais o movimento geral de realização do que fundamentos específicos.
Raízen volta a sofrer; Eneva dispara
A
Raízen (RAIZ4) foi um dos destaques negativos, com queda de 5,97%, após chegar a recuar mais de 10% no pior momento do dia. A companhia reportou prejuízo de R$ 15,65 bilhões no terceiro trimestre da safra 2025/26 e viu a dívida líquida crescer mais de 43%, para R$ 55,3 bilhões. O mercado segue atento às discussões sobre capitalização e reestruturação.
Na ponta oposta, a
Eneva (ENEV3) saltou 8,06%, impulsionada pela decisão do governo de elevar os preços-teto dos leilões de potência do setor elétrico. A medida foi vista como alívio relevante após a frustração inicial com valores abaixo do esperado definidos pela Aneel no início da semana.
Destaques corporativos
A
Usiminas (USIM5) avançou 4,81% após divulgar lucro de R$ 129 milhões no quarto trimestre e anunciar investimentos entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,6 bilhão para 2026, além de mudanças na estrutura societária e na moeda funcional.
A
Braskem (BRKM5) subiu 1,87%, recuperando parte das perdas da véspera, após esclarecer que não possui dívidas relevantes com o Banco do Brasil em 2025.
No exterior, as ações da
XP Inc. (XPBR31) registraram leve alta, após divulgação de resultados com crescimento de lucro e receita no quarto trimestre, embora o mercado tenha monitorado a evolução do NPS.
Ajuste técnico, tendência preservada
O recuo desta sexta-feira ocorre após uma sequência consistente de ganhos e recordes históricos. O fluxo estrangeiro segue forte, e os fundamentos domésticos continuam no radar, especialmente com a perspectiva de cortes de juros ao longo do ano.
📊 Com o mercado já fechado e o Carnaval pela frente, o investidor encerra a semana ajustando posições, mas ainda com um desempenho robusto acumulado em 2026. A volta na quarta-feira (18) deve testar se o fôlego comprador permanece após a pausa.