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Banco do Brasil (BBAS3) anunciou que o saldo do Cofrinho BB atingiu R$ 1 bilhão sob gestão, ampliando sua presença em um segmento que vinha sendo dominado por bancos digitais como o
Nubank (ROXO34).
O movimento reforça a estratégia do banco de disputar espaço na formação da nova geração de investidores, especialmente entre o público mais jovem.
Criado para permitir aplicações a partir de R$ 0,01, com liquidez diária e sem tarifas adicionais, o Cofrinho direciona os recursos para um fundo de renda fixa simples atrelado à
Selic.
Segundo o banco, mais de 42% dos usuários da ferramenta têm até 25 anos. O dado mostra que o foco está na captura precoce do relacionamento financeiro, criando vínculo desde os primeiros aportes.
Inicialmente voltado para clientes entre 8 e 17 anos, o produto foi expandido ao público geral em maio de 2025 e passou a integrar de forma mais ampla a jornada digital da instituição.
A funcionalidade permite contribuições via Pix e integração com a ferramenta Minhas Finanças.
Desafio das fintechs
O avanço ocorre em um ambiente de forte concorrência. As “Caixinhas” do Nubank já acumulavam mais de R$ 15 bilhões em 2023, consolidando o modelo como porta de entrada para reservas de curto prazo dentro do aplicativo.
Ao alcançar o primeiro bilhão, o Banco do Brasil sinaliza que pretende disputar não apenas o volume financeiro, mas também o relacionamento e a possibilidade de conversão futura para produtos mais rentáveis.
“O resultado demonstra a capacidade de escalar uma solução simples, com alto nível de adoção e potencial de conversão para outros produtos do portfólio do Banco”, afirmou Mário Perrone, head de Captação e Investimentos do Banco do Brasil.
💲 Na prática, a batalha pelas pequenas reservas virou também uma disputa estratégica por fidelização, dados e rentabilidade futura em um mercado onde o investidor começa cada vez mais cedo.