Banco Master: Nova operação da PF cita uso de influenciadores e CEO do Itaú; entenda

O Master teria coordenado ataques ao BC nas redes sociais e coletado informações sobre jornalistas e concorrentes de forma ilícita.

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Publicado em 09/07/2026 às 18:41h Publicado em 09/07/2026 às 18:41h por Marina Barbosa
A PF cumpriu mandados de busca e apreensão na 10ª fase da Operação Compliance Zero (Imagem: Shutterstock)
A PF cumpriu mandados de busca e apreensão na 10ª fase da Operação Compliance Zero (Imagem: Shutterstock)
A PF (Polícia Federal) realiza uma nova operação sobre o Banco Master nesta quinta-feira (9). Desta vez, para apurar o uso de influenciadores e o monitoramento de pessoas que ameaçavam os interesses de Daniel Vorcaro.
🏦 O Master teria contratado influenciadores digitais para difundir nas redes sociais a narrativa de que o BC (Banco Central) se precipitou ao decretar a sua liquidação, como revelado por alguns influenciadores no início do ano.
Além disso, teria mantido um sistema de monitoramento ilícito e de intimidação de indivíduos que mantinham uma postura crítica ao grupo, especialmente jornalistas e concorrentes.
De acordo com a investigação da PF, Daniel Vorcaro encomendou até um dossiê sobre o CEO do Itaú (ITUB4), Milton Maluhy Filho, por entender que o executivo estava "causando muito problema".
Outro alvo foi a jornalista Malu Gaspar do jornal "O Globo", que antecipou várias informações descobertas pela PF sobre o esquema do Master.

O alvo da PF

🚨 Para avançar na investigação desse esquema, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra a pessoa que teria sido contratada para coordenar pelo Master essas ações: o publicitário Thiago Miranda, dono da agência Mithi.
Segundo as investigações policiais, Thiago Miranda teria recrutado os influenciadores usados nos ataques digitais ao Banco Central e levantado informações sensíveis solicitadas por Vorcaro, como dados patrimoniais do CEO do Itaú.
Por isso, a operação desta quinta-feira (10) tem os seguintes objetivos:
  • apurar indícios de atuação coordenada em redes sociais, voltada a comprometer a credibilidade da atuação do Banco Central do Brasil;
  • apurar a atuação de possível organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas, ao monitoramento ilícito de pessoas ligadas a autoridades públicas, à obtenção indevida de informações sigilosas e à adoção de medidas destinadas a interferir em investigações criminais.
⚠️ De acordo com a PF, "os fatos investigados podem, em tese, configurar crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa, embaraço à investigação de organização criminosa, além de outros delitos correlatos, incluindo possíveis violações de dados e de dispositivos informáticos".
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal).
Na decisão, o ministro diz que o objetivo é apurar se Thiago Miranda praticou esses delitos em coautoria com Daniel Vorcaro, para proteger a organização criminosa formada pelo Master; manipular a opinião pública; coagir, intimidar e violar dados sigilosos de jornalistas, concorrentes e pessoas ligadas ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.