B3 (B3SA3) cola na renda fixa no 4T25, mas renda variável dá sinais promissores

A bolsa de valores do Brasil atingiu receita de R$ 3 bilhões no trimestre, alta de +10,6% na base anual.

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Publicado em 26/02/2026 às 21:56h - Atualizado 5 horas atrás Publicado em 26/02/2026 às 21:56h Atualizado 5 horas atrás por Lucas Simões
Emissões de renda fixa crescem +16,8% no 4T25, além da forte procura no Tesouro Direto (Imagem: Shutterstock)
Emissões de renda fixa crescem +16,8% no 4T25, além da forte procura no Tesouro Direto (Imagem: Shutterstock)
Se não fossem os eventos não recorrentes e ajustando o benefício tributário do ágio, era para a bolsa de valores do Brasil ter lucrado R$ 1,5 bilhão no quarto trimestre do ano (4T25). Só que a B3 (B3SA3) apurou, na verdade, um lucro líquido de R$ 907,8 milhões, queda de -23% na comparação anual.
Os resultados publicados pela empresa nesta quinta-feira (26) ressaltam que, devido às incorporações da Neoway e da Neurotech a partir da metade de 2025, a B3 passou a reconhecer o benefício fiscal da amortização do ágio dessas aquisições, que no trimestre totalizou R$ 40,7 milhões. As despesas somaram R$ 922 milhões no 4T25, piora de 1,5% entre períodos.
Em meio a esse período de Ibovespa recordista, era de se esperar que as receitas da B3 crescessem no 4T25, o que de fato se confirmou, com o saldo total de R$ 3 bilhões, acréscimo de +10,6% na base anual. 
Chama a atenção que os investimentos em renda fixa seguem gerando gordos emolumentos à bolsa de valores brasileira, dado que as emissões consolidadas de CRAs, CRIs, debêntures, entre outros tipos de títulos corporativos saltaram +16,8% no 4T25, além de um estoque 17,9% maior.
A B3 também é a responsável pela custódia do dinheiro que os investidores pessoa física aplicam no Tesouro Direto, o que lhe tem gerado bastante taxas, visto que o número de investidores que emprestam dinheiro ao governo brasileiro avançou +17,4% no trimestre, além do estoque ter expandido 39,9%. 
Diga-se de passagem, os investimentos em renda variável já dão sinais promissores, com o volume financeiro médio diário negociado (ADTV, na sigla em inglês) no mercado à vista totalizando R$ 26,2 bilhões no 4T25, acréscimo de +2,3% ante o apurado há um ano. 
Os crescimentos em ETFs (+14,3%), BDRs (+30,9%) e Fundos Listados (+4,6%) sustentaram o crescimento da renda variável, reforçando a importância da diversificação da prateleira de produtos, que trazem mais alternativas de alocação para o investidor e maior resiliência aos volumes negociados na B3.