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Auren Energia (AURE3) reportou lucro líquido de R$ 354,7 milhões no quarto trimestre do ano (
4T25), revertendo o prejuízo de R$ 363,6 milhões apurado um ano antes, conforme resultados publicados nesta terça-feira (3).
Durante o ano de 2025, a
companhia elétrica concluiu o processo de integração da AES Brasil, que resultou na criação de uma das maiores comercializadoras e da terceira maior empresa de geração de energia elétrica do Brasil. A capacidade instalada chegou a 8,7 GW, com um portfólio equilibrado entre as fontes hidrelétrica, eólica e solar.
O Ebitda Ajustado (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) foi de R$ 1 bilhão no 4T25, crescimento de +13,5% na comparação anual, ao mesmo tempo que a alavancagem ficou em 4,8 vezes a sua Dívida Líquida Sobre Ebitda Ajustado.
Antigamente, a Auren Energia atendia pelo nome de CESP (Companhia Energética de São Paulo), uma ação queridinha pelo megainvestidor Luiz Barsi. Foi a partir de seus negócios da velha guarda que se reconheceu a indenização dos investimentos prudentes no valor de R$ 498,8 milhões, que geraram impacto positivo de R$ 142,8 milhões no Ebitda Ajustado.
Em termos de receita líquida, a
AURE3 angariou R$ 3,8 bilhões durante o 4T25, expansão de +5,6% na comparação anual. Já no acumulado de 2025, o indicador totalizou R$ 13,17 bilhões, bem acima do saldo de R$ 11,25 bilhões apurado em 2024.
Por sua vez, a companhia elétrica encerrou o 4T25 com endividamento líquido de R$ 19,23 bilhões, ligeiramente acima do saldo devedor de R$ 18,91 bilhões visto um ano antes. Cerca de 65% de suas dívidas estão atreladas ao
IPCA+, mesmo índice que corrige os contratos de venda de energia elétrica. Na média, o custo da dívida é de
CDI+ 2,80% ao ano.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Auren Energia (AURE3) há dez anos, hoje você teria R$ 958,60, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.879,90 nas mesmas condições.