Ambev (ABEV3) deve anunciar novo programa de recompra de ações, diz BTG

O banco projeta que, só em julho, a companhia adquiriu entre 25 e 30 milhões de papéis, movimentando cerca de R$ 430 milhões.

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Publicado em 20/07/2026 às 15:22h - Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h Publicado em 20/07/2026 às 15:22h Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h por Matheus Silva
A possibilidade segue uma estratégia que a empresa já vem aplicando desde 2025 (Imagem: Shutterstock)
A possibilidade segue uma estratégia que a empresa já vem aplicando desde 2025 (Imagem: Shutterstock)
🍺 O BTG Pactual afirma que a Ambev (ABEV3) deve anunciar um novo programa de recompra de ações junto com os resultados do segundo trimestre de 2026, previstos para 30 de julho. 
A iniciativa acompanha uma estratégia já adotada pela companhia desde outubro de 2025, quando lançou seu atual plano de recompra estimado em até 208 milhões de ações.
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A expectativa do banco se baseia no fato de a Ambev estar próxima de alcançar o limite autorizado pelo programa vigente. Entre março e junho, a companhia adquiriu 169 milhões de papéis por R$ 2,7 bilhões. 
O BTG estima que apenas em julho a empresa tenha comprado mais 25 milhões a 30 milhões de ações, o equivalente a cerca de R$ 430 milhões.
Com isso, o total recomprado chegaria a aproximadamente 200 milhões de ações, ou R$ 3,1 bilhões, muito próximo do teto de 208 milhões previsto no programa atual. O banco calcula um buyback yield de cerca de 1,3%.

Retorno total de caixa aos acionistas deve superar 100% do lucro líquido em 2026

Segundo o relatório, a expectativa é de que o retorno total de caixa aos acionistas em 2026 supere 100% do lucro líquido, sustentado por uma geração de FCF (fluxo de caixa livre) acima dos ganhos contábeis. 
O banco destaca que a Ambev opera com ciclo de conversão de caixa negativo, o que significa que o crescimento das operações pode liberar capital de giro, e avalia que esse deve ser justamente o caso neste ano.
Além disso, o BTG aponta que a empresa encerra o período com caixa líquido equivalente a cerca de 0,5 vez o Ebitda, o que reduz a necessidade de continuar acumulando recursos no balanço.

Taxação sobre dividendos pode ter acelerado as recompras

Nesse cenário, o BTG avalia que as recompras de ações podem estar indo além da simples distribuição do excesso de caixa. 
Para o banco, a estratégia também pode ter se tornado mais atrativa após o início da taxação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior, o que afeta diretamente a AB InBev, controladora da Ambev.
Embora as recompras não transfiram recursos diretamente para a controladora, elas aumentam sua participação relativa na Ambev ao reduzir o número de ações em circulação. 
📈 Com isso, a AB InBev pode se beneficiar do ganho de valor por ação sem estar sujeita à tributação sobre os dividendos.