Só a mineradora brasileira, que lá nos Estados Unidos negocia sob o ticker
VALE, viu suas ações derreterem até -6%, ao tocarem a mínima diária de US$ 15,61 cada, ante o fechamento de US$ 16,59 na última sexta-feira (13). A baixa liquidez nos
contratos de minério de ferro por conta do
feriado prolongado na China também agravava a situação.
Já os papéis da estatal petroleira, que na bolsa americana negociam sob o ticker
PBR, afundaram quase -2%, ao valerem US$ 14,89 cada, na mínima diária, bem abaixo da cotação de US$ 15,19 registrada no fechamento anterior.
Soma-se à pressão vendedora das ações da Petrobras negociadas em Nova York a dinâmica dos
preços do petróleo no mercado internacional, diante do
bloqueio parcial do Estreito de Ormuz pelo governo iraniano, o qual enfrenta discussões diplomáticas com representantes da Casa Branca em reuniões presenciais na Suíça.
Para se ter uma ideia do possível ajuste da bolsa de valores brasileira na retomada pós-Carnaval, vale acompanhar o desempenho do
iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), investimento que funciona como uma espécie de
"Ibovespa em dólares", contendo uma cesta de empresas brasileiras e negociado diretamente na bolsa de valores americana.
No mesmo instante, o
ETF EWZ cedia -2,08%, fazendo mínima diária nos US$ 37,27 por cota, bem abaixo dos US$ 38,06 por cota auferidos durante o fechamento na sexta-feira passada. Todavia, esse "Ibovespa em dólares" ainda acumula valorização de +17% ao longo de 2026.
Os principais índices acionários em Wall Street também operavam no negativo nesta terça-feira (17), após feriado nacional do Dia do Presidente, celebrado toda terceira segunda-feira de fevereiro. Investidores globais fugiam a todo custo de empresas mais ligadas à tecnologia, sobretudo, desenvolvedores de softwares como
Oracle (ORCL) e
Salesforce (CRM), descambando -4,31% e -3,17%, respectivamente.