Ultrapar (UGPA3) vê lucro ruir 71% no 4T25 por efeitos da Hidrovias do Brasil
Todavia, a holding diversificada registra crescimentos em outras linhas de seus resultados, puxada por Ultragaz.
Nesta segunda-feira (9), as ações da Ultrapar (UGPA3) operam com alta acentuada na bolsa de valores. Antes do meio-dia, os papéis alcançaram uma valorização de até 2%, cotados em R$ 27, conforme dados da B3.
Os investidores reagem à notícia de que a companhia pode vender a fatia que mantém na rede de postos de combustíveis Ipiranga. Um acordo junto à norte-americana Chevron (CHVX34) estaria sendo costurado nos bastidores, fazendo com que 30% do negócio seja repassado à petrolífera, segundo informações do Brazil Journal.
A informação é de que as negociações já estariam avançadas e que, agora, estariam na fase de aprovações internas, com preço definido. Nos bastidores, muitos entendem que a joint venture entre as duas marcas -chamada de ICONIC- teria pavimentado o caminho para essa transferência de participação.
A rede Ipiranga é a terceira maior do país em market share, perdendo apenas para os postos BR e Shell, respectivamente. Com unidades espalhadas por todo o país, a marca tem EBITDA de R$ 6,7 bilhões e, no começo deste ano, foi avaliada em mais de R$ 25 bilhões.
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O Grupo Ultra vem de uma sequência de altas na bolsa, que fez seu valor de mercado subir até 70% nos últimos 12 meses. Várias notícias positivas fazem os investidores olharem para a empresa de forma mais positiva.
Uma delas é a decisão do governo federal de mudar o formato do programa que distribui gás de cozinha aos brasileiros. Antes, o benefício social era pago por meio de cartão, que permitia aos beneficiários usarem o crédito em outros lugares.
Desde o fim do ano passado, o valor é repassado na compra direta do gás de cozinha em revendedores autorizados, o que diminui a possibilidade de ser usado em outros canais. Com a mudança, em apenas um dia, as ações da companhia subiram mais de 6%.
Na época da mudança, os analistas destacaram como isso era positivo para as empresas do setor, que criavam uma demanda adicional.
“A Ultrapar está entrando em um momento ideal: ventos favoráveis cíclicos e estruturais, avaliação atrativa e flexibilidade na alocação de capital. Com as ações ainda incorporando premissas excessivamente conservadoras, vemos uma configuração assimétrica, com risco/retorno distorcido positivamente, o que sustenta nossa atualização. O risco para nossa tese reside em contratempos na agenda regulatória da Ipiranga e da Ultragaz, que podem impactar as margens futuras”, disseram os analistas do BTG Pactual.
Todavia, a holding diversificada registra crescimentos em outras linhas de seus resultados, puxada por Ultragaz.
O banco destaca que a Ultrapar reúne negócios consolidados em distribuição de combustíveis e gás.