O dono do
Banco Master, Daniel Vorcaro, prestou um novo depoimento à PF (Polícia Federal) nesta quarta-feira (30).
Logo depois, os advogados do banqueiro sugeriram que ele estava preso por razões políticas e pediram a soltura imediata do cliente.
A relação com Sicário
Com esse depoimento, a PF visava esclarecer a atuação dos grupos chamados de "A Turma" e "Os Meninos", que teriam ajudado a ameaçar e intimidar adversários do banqueiro.
Porém, o dono do Master disse que não ordenou nem se envolveu em qualquer tipo de violência, intimidação, perseguição ou ameaça.
Em nota divulgada após o depoimento, a defesa de Vorcaro disse que o banqueiro mantinha um "contrato formal e lícito de prestação de serviços de inteligência e segurança digital" com Luiz Phillipi Mourão, o Sicário, que fazia parte de "A Turma" e se suicidou após ser preso pela PF.
Entre esses serviços, estariam o registro de ocorrências policiais e a formalização de queixas, mas não o acesso indevido a sistemas restritos ou qualquer tipo de providência ilegal.
Os advogados ainda minimizaram as mensagens em que Vorcaro solicitava ataques a eventuais adversários, dizendo que "eventuais desabafos, oriundos de recortes maliciosos de mensagens privadas, proferidos em momentos de indignação, jamais redundaram em consequências práticas ou em qualquer risco real a terceiros".
Pedido de soltura
No depoimento à PF, Vorcaro também negou ter tentado fugir do país antes de ser preso.
O dono do Master foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025, enquanto tentava embarcar em um avião para o exterior. Ele chegou a ser solto depois disso, mas voltou à prisão em março de 2026.
As prisões foram determinadas devido às fraudes financeiras capitaneadas pelo Master e à descoberta de que Vorcaro teria ameaçado adversários por meio do grupo chamado de "A Turma".
Porém, os advogados do banqueiro dizem que a viagem ao exterior havia sido planejada com antecedência. Além disso, classificam a segunda prisão como "inoportuna e desnecessária", dada a falta de uma denúncia ou acusação formal apresentada contra ele nesse sentido.
Eles defendem que Vorcaro acompanhe o desfecho das investigações em liberdade e chegaram a sugerir uma prisão política na nota publciada nesta quarta-feira (30): "Em um estado democrático de direito a manutenção da prisão preventiva não pode decorrer de razões políticas".