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Taurus (TASA4) disparou e atingiu as máximas do ano na Bolsa em meio ao trade eleitoral. Com isso, os principais acionistas da empresa aproveitaram para negociar os seus papeis.
As ações ordinárias da Taurus subiram quase 49% em setembro e já acumulam uma alta de 21% em outubro, até o dia 16. Com isso, o papel voltou a ser negociado na faixa de R$ 10, o que não acontecia há quase dois anos.
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As ações preferenciais vão na mesma direção, embora estejam subindo de forma mais moderada em outubro.
O que explica a alta?
🔎 De acordo com analistas, o salto reflete a percepção do mercado de que uma eventual mudança de governo pode favorecer os negócios da empresa.
Maior fabricante de armas do Brasil, a Taurus enfrentou dificuldades no início do governo
Lula (PT) devido ao endurecimento da legislação armamentista no país.
Depois, ainda foi duramente afetada pelo tarifaço de Donald Trump, já que exporta a maior parte da sua produção para os Estados Unidos.
Diante disso, o lucro líquido da Taurus afundou 76,9% em 2025, passando de R$ 76,6 milhões para R$ 17,7 milhões.
A situação só começou a melhorar no início de 2026, quando as tarifas americanas diminuíram e a companhia começou a ser reembolsada pelo tarifaço.
O mercado avalia, porém, que uma eventual troca de governo poderia acelerar o processo de recuperação da Taurus.
Isso porque
Flávio Bolsonaro (PL) já disse que vai flexibilizar o acesso da população brasileira a armas de fogo, caso seja eleito presidente.
Além disso, há uma especulação sobre uma possível redução das tarifas americanas nesse cenário. Diante disso, a empresa sagrou-se como uma das campeãs do trade eleitoral na B3.
Controladores negociam ações
📈 Os principais acionistas da Taurus aproveitaram o momento de alta das ações para ajustar suas posições.
A Gibraltar Incorporações e Participações vendeu nada menos que 15,7 milhões de ações ordinárias da Taurus na última terça-feira (13), justamente no dia em que o papel atingiu a maior cotação do ano (R$ 12).
O comprador foi a Byk Participações, o acionista controlador da Taurus, que, dessa forma, elevou a sua participação na empresa de 18,78% para 30,05%. Considerando apenas o capital votante, a participação da Byk avançou de 50,57% para 81,30%.
Em comunicado enviado à Taurus, a Byk garantiu que a transação não objetiva alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia. Não é para menos: um dos principais sócios da empresa é Bernardo Simões Birmann, o atual presidente do Conselho de Administração da Taurus.
Já a participação da Gibraltar caiu de 20,54% para 9,27% no capital social e de 32,69% para apenas 1,96% no capital votante da Taurus. Apesar disso, a empresa permanece como a segunda maior acionista da Taurus.
O terceiro lugar é do megainvestidor Luiz Barsi Filho, que mantém 11,19% das ações preferenciais da Taurus -uma indicação clara de que o "rei dos dividendos" acredita na recuperação dos resultados e dos proventos da empresa.