Ainda teremos uma
taxa Selic pagando 15% ao ano por um tempinho em 2026, já que não será na próxima decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), dia 28 de janeiro, que o Banco Central afrouxará os juros. Isso porque 90% das apostas do mercado projetam o início dos cortes só na reunião em meados de março, o que já impacta os
investimentos em renda fixa.
O
Investidor10 apurou que o tão cobiçado 1% ao mês que os poupadores buscam no mundo dos
juros compostos está bem mais escasso neste ano, basicamente se restringindo às
LCAs e
LCIs que ofereçam taxas superiores a
91% do CDI. Por se tratar de títulos isentos da cobrança de imposto de renda, são mais rentáveis que
CDB pagando
105% do CDI.
Em parceria com Marcelo Freller, estrategista de investimentos do C6 Bank, simulamos que uma aplicação inicial de R$ 10 mil em janeiro de 2026 em
LCAs e
LCIs pagando
91% do CDI retorne R$ 11.231,66 nos próximos 12 meses, uma rentabilidade líquida de 12,32% ao ano.
Mesmo que a taxa Selic também fosse de 15% ao ano lá no início de dezembro de 2025,
quando ocorreu a última decisão do Copom, o mercado projetava que a renda fixa remuneraria um pouco mais em 2026. Tanto que Freller chegara ao montante líquido de
R$ 11.267,63 para os mesmos títulos bancários isentos.
Para o especialista do C6 Bank, os investidores mais conservadores ainda terão uma janela relevante em 2026 para aproveitar ganhos acima do
CDI, embora a taxa Selic gradativamente cairá ao longo dos próximos meses, restando a saber qual será a velocidade aplicada pelo Banco Central.
"Estamos falando ainda de
juros compostos muito elevados, considerando uma inflação brasileira rodando perto de 4% ao ano. Investidores menos tolerantes a grandes oscilações no patrimônio ainda podem recorrer ao CDI em 2026, de preferência, em títulos de renda fixa isentos, como
LCAs e
LCIs", comenta Freller.