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A bolsa de valores brasileira chegou ao fim desta quarta-feira (18) com baixa de 0,28%. Segundo dados da B3, o Ibovespa recuou para o patamar de 179,9 mil pontos.
O desempenho acontece no dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai divulgar a decisão sobre a taxa básica de juros. Não há consenso no mercado sobre redução ou manutenção da taxa Selic em 15% ao ano.
O melhor desempenho do dia foi visto na Eneva (ENEV3), que viu suas ações avançarem quase 15% no acumulado do dia, para R$ 24,30. A reação dos investidores reflete a vitória da companhia no leilão de reserva de capacidade feito pelo governo federal na véspera.
Outra empresa do mesmo setor que também desfrutou de um bom pregão foi a CPFL Energia (CPLE3), que cresceucerca de 6%, terminando em R$ 15,30. Na sequência, aparece a Prio (PRIO3), que avançou mais de 5% e fechou o dia acima dos R$ 66.
No campo negativo, a Raízen (RAIZ4) liderou as maiores perdas do dia, caindo 9,8% e flertando com os R$ 0,50. O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) também teve um péssimo desempenho, amargando queda de 6,6%, ainda segundo dados da B3.
Os outros indicadores da B3 também fecharam o dia no negativo. O IFIX (Fundos Imobiliários) caiu 0,2%; Brasil 100 (IBRX) recuou 0,4%; e o Industrial (INDX) perdeu 0,86%.
O câmbio também não foi nada favorável ao Brasil durante essa quarta-feira (18). O dólar dos Estados Unidos obteve valorização de 0,9%, terminando o dia em R$ 5,24.
O movimento acontece depois que o Federal Reserve divulgou a decisão sobre os juros nos EUA. O órgão manteve a taxa no intervalo entre 3,5% e 3,75%, como já era esperado por parte do mercado.
O euro também subiu na conversão para o real, fechando o dia com alta de 0,3%, em R$ 6,01. Entre as moedas dos países vizinhos, o peso argentino também se valorizou 1,2% frente à divisa brasileira.
No exterior, as bolsas seguiram também para o lado negativo, com os balcões dos EUA liderando em perdas. A decisão do Fed pressionou os principais índices do país, que terminaram o dia com baixas superiores a 1,3%.
Nasdaq, conhecida pelas ações de tecnologia, fechou o pregão em 22,5 mil pontos, o que representa uma desaceleração de 1,46% em relação aos números da última terça. Este foi praticamente o mesmo patamar de NYSE, que saiu de 22,3 mil para 21,9 mil pontos.
Na Europa, FTSE 100, que acompanha ações das 100 maiores empresas listadas em Londres (Reino Unidos) terminou com queda de quase 1%. Enquanto isso, a Euronext caiu 0,4%, segundo dados das bolsas locais.
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