A fabricante de máquinas e equipamentos industriais até conseguiu ampliar a carteira de pedidos e recebeu créditos tributários que ajudaram a impulsionar o lucro líquido do trimestre.
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No entanto, ainda apresenta um menor volume de receitas e uma forte queda do lucro líquido ajustado, que atestam o ambiente desafiador enfrentado pela indústria brasileira.
O resultado do 3T26
A Romi apresentou um lucro líquido de R$ 42,7 milhões no terceiro trimestre de 2026. O resultado cresceu 56,1% frente ao mesmo período de 2025, mas só por causa do reconhecimento de créditos tributários.
A Romi recebeu R$ 46,8 milhões em créditos tributários, após vencer ações previdenciárias que se arrastavam desde 2009 na Justiça. Após os ajustes necessários, a decisão gerou um impacto positivo de R$ 35,7 milhões no lucro líquido do terceiro trimestre.
Portanto, ao desconsiderar esse fator extraordinário, o lucro líquido ajustado da Romi caiu para R$ 7 milhões, um resultado 74,6% inferior ao do mesmo período de 2025.
De acordo com a empresa, o dado reflete a manutenção de uma postura cautelosa entre os empresários, diante das incertezas do cenário econômico, das condições restritivas de crédito e do patamar elevado das taxas de juros brasileiras.
O cenário externo também é visto como desafiador, já que mudanças na política monetária das principais economias mundiais, questões tarifárias e tensões geopolíticas seguem afetando as decisões de investimento e a dinâmica do comércio global.
Pedidos crescem
Diante desse cenário, a Romi ainda apresentou um fluxo reduzido de negócios no Brasil. Porém, conseguiu novas encomendas para a subsidiária alemã B+W.
Ao todo, a B+W registrou R$ 252,1 milhões em novos pedidos no terceiro trimestre, um crescimento de 63,8% em relação ao mesmo período de 2025.
"Esse desempenho teve como destaque a assinatura de um contrato relevante com uma corporação global, no valor aproximado de R$ 200 milhões, para o fornecimento de máquinas industriais de alta precisão, com entregas previstas entre 2027, 2028 e 2029", informou a Romi.
Com isso, o grupo Romi como um todo registrou uma entrada de pedidos de R$ 421,5 milhões no trimestre, aumento anual de 8,5%.
Já a carteira de pedidos cresceu 10,9% e alcançou R$ 992,7 milhões, o que amplia a perspectiva de negócios para os próximos períodos, segundo a empresa.
Receita e Ebitda caem
Como boa parte dessas encomendas ainda vai sair do papel, a receita e o Ebitda da Romi mantiveram uma trajetória de queda no terceiro trimestre de 2026.
A receita operacional líquida recuou 26,4% na comparação com o mesmo período de 2025, marcando R$ 257 milhões. Já o Ebitda ajustado teve uma contração de 73,2% e ficou em R$ 10,2 bilhões, com margem de 4%.
Apesar disso, a Romi se disse confiante em seus diferenciais competitivos, como a tecnologia de seus produtos, a proximidade com os clientes e a diversificação de soluções e mercados.
"Continuaremos investindo em inovação e no fortalecimento de nossas estruturas comerciais e de serviços, com disciplina na gestão dos recursos e compromisso com o sucesso de nossos clientes, colaboradores e parceiros", afirmou.