Renda fixa pagando dividendos mensais? BDIF11 tem debêntures atrativas e brotam analistas

FI-Infras permitem que investidores tenham acesso a uma carteira diversificada de debêntures incentivadas.

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Publicado em 19/01/2026 às 16:16h - Atualizado 1 dia atrás Publicado em 19/01/2026 às 16:16h Atualizado 1 dia atrás por Lucas Simões
BDIF11 ostenta Taxa Interna de Retorno (TIR) implícita de IPCA+ 11,50% ao ano (Imagem: Shutterstock)
BDIF11 ostenta Taxa Interna de Retorno (TIR) implícita de IPCA+ 11,50% ao ano (Imagem: Shutterstock)
A renda fixa não é capaz de gerar dividendos, uma vez que o investidor não é sócio na distribuição de lucros da empresa, sendo na real um credor por emprestar dinheiro à mesma na esperança de receber juros compostos
Só que os FI-Infras são um tipo de renda variável que distribui dividendos mensais, mas que são basicamente uma carteira diversificada de debêntures incentivadas, o puro suco da renda fixa isenta. 
Entre os destaques positivos neste início de 2026 figura o BTG Pactual Dívida Infra (BDIF11), um FI-Infra cujo patrimônio dos cotistas supera R$ 1,5 bilhão, contendo mais de 50 empresas emissoras de títulos de dívida corporativa em sua carteira. Analistas não escondem o quanto tal portfólio está bastante barato e gerando alto retorno aos cotistas.
Ao invés de investir individualmente em debêntures incentivadas, aumentando o risco de crédito e abrindo mão de liquidez diária, os especialistas enxergam que o FI-Infra BDIF11 oferece oportunidades pontuais e melhora o retorno ajustado ao risco. 
"Em termos da qualidade creditícia do portfólio, destaque para 34% da carteira alocada em debêntures com rating AAA [melhor classificação possível] e 17% em empresas com rating AA+, AA e AA- [notas de crédito também excelentes]. Os setores com maior alocação possuem modelos de negócio resilientes e receitas recorrentes, como elétrico (27% da carteira), saneamento (25%) e telecomunicações (16%)", comenta o time de analistas do BTG Pactual, em relatório publicado nesta segunda-feira (19).
Vale frisar que o FI-Infra BDIF11 negocia com P/VP de 0,88 — ou seja, bem abaixo do valor justo de 1, fora que menor da média de 0,94 dos fundos de infraestrutura —, apesar de manter uma carteira madura e diversificada de títulos de renda fixa corporativos. 

Por que BDIF11 tem potencial?

A Taxa Interna de Retorno (TIR) implícita estimada em torno de IPCA+ 11,5% ao ano se mostra atrativa – com spread médio de 340 pontos-base em diversos emissores high grade acima do Tesouro IPCA+ –, especialmente quando comparada às taxas observadas no mercado de crédito e a outros FI-Infras listados, reforçando a assimetria positiva do BDIF11
"O preço atual não reflete a qualidade dos ativos e a capacidade de geração de valor do portfólio, abrindo uma janela atrativa de entrada para investidores com horizonte de médio e longo prazo. O BDIF11 adota uma estratégia ativa de giro da carteira, que pode se intensificar com um potencial fechamento da curva de juros ao longo do ano e gerar rendimentos adicionais aos investidores", conclui o time do BTG Pactual.
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil no FI-Infra BDIF11 há dois anos, hoje você teria R$ 1.058,40, já considerando o reinvestimento dos dividendos mensais. A simulação também aponta que o Ifix teria retornado R$ 1.141,20 nas mesmas condições.