Quem vendia CDBs do Banco Master entra na mira da Justiça; veja bancos e corretoras alvos

A ação judicial tem como mote o uso das garantias do FGC para atrair o dinheiro de investidores de renda fixa.

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Publicado em 27/01/2026 às 17:57h - Atualizado 6 minutos atrás Publicado em 27/01/2026 às 17:57h Atualizado 6 minutos atrás por Lucas Simões
BTG Pactual, Nubank e XP são investigadas por propaganda enganosa no caso Banco Master (Imagem: Divulgação)
BTG Pactual, Nubank e XP são investigadas por propaganda enganosa no caso Banco Master (Imagem: Divulgação)
Enquanto o Banco Master oferecia CDBs pagando até 140% do CDI, na outra ponta, diversos bancos e corretoras de valores distribuíam tais títulos de renda fixa aos clientes em suas plataformas, que se viam atraídos tanto pela promessa de receber juros compostos bem acima da média do mercado quanto pelo chamariz desenfreado do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), garantindo que o valor aplicado seria devolvido, mesmo em caso de falência da instituição financeira.
Quem havia aplicado nos CDBs do Banco Master, de fato, precisou acionar o FGC para reaver o seu dinheiro neste início de 2026, com sua rentabilidade caindo para menos de 100% do CDI, devido aos meses em que a grana simplesmente deixou de render, um custo de oportunidade caríssimo em tempos de taxa Selic rendendo 15% ao ano.
Agora, uma ação civil pública mira justamente bancos e corretoras que distribuíram os CDBs do Banco Master, atribuindo ao BTG Pactual (BPAC11), Nubank (ROXO34) e XP (XPBR31) a responsabilização pelo crime de publicidade enganosa contra seus clientes, processo tocado pela 6ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
Conforme a juíza Simone Chevrand, tais bancos e corretoras omitiram informações e induziram investidores de renda fixa a emprestar dinheiro ao Banco Master sob a alegação de estarem diante de um CDB com "risco considerável", por conta da própria saúde financeira do emissor, mas suavizando a situação, atribuindo um ar de segurança por conta da garantia do FGC.
A petição judicial foi encaminhada para o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), órgão que será responsável por investigar a atuação das empresas citadas no âmbito da distribuição de títulos de renda fixa do Banco Master, o qual foi liquidado pelo Banco Central, diante de outras investigações avançadas pela Polícia Federal que apontam elo da instituição financeira com o crime organizado. 
Até o fechamento desta reportagem do Investidor10, nenhum dos bancos e corretoras mencionados (BTG Pactual, Nubank ou XP) se pronunciou oficialmente sobre tal ação civil pública amplamente veiculada na mídia.
Vale mencionar que a repercussão do escândalo do Banco Master vai muito além de quem somente investiu dinheiro em CDBs, uma vez que fundos de previdência estaduais e municipais aplicaram bilhões em recursos financeiros e podem ser alvos de operações da Polícia Federal. Muitos dos tais fundos previdenciários já carregam prejuízos exorbitantes e põem em risco as aposentadorias dos cotistas.