Enquanto o
Banco Master oferecia
CDBs pagando até 140% do CDI, na outra ponta, diversos bancos e corretoras de valores distribuíam tais títulos de renda fixa aos clientes em suas plataformas, que se viam atraídos tanto pela promessa de receber juros compostos bem acima da média do mercado quanto pelo chamariz desenfreado do
FGC (Fundo Garantidor de Crédito), garantindo que o valor aplicado seria devolvido, mesmo em caso de falência da instituição financeira.
Agora, uma ação civil pública mira justamente bancos e corretoras que distribuíram os CDBs do Banco Master, atribuindo ao
BTG Pactual (BPAC11),
Nubank (ROXO34) e
XP (XPBR31) a responsabilização pelo crime de publicidade enganosa contra seus clientes, processo tocado pela 6ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
Conforme a juíza Simone Chevrand, tais bancos e corretoras omitiram informações e induziram investidores de renda fixa a emprestar dinheiro ao Banco Master sob a alegação de estarem diante de um
CDB com "risco considerável", por conta da própria saúde financeira do emissor, mas suavizando a situação, atribuindo um ar de segurança por conta da garantia do FGC.
A petição judicial foi encaminhada para o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), órgão que será responsável por investigar a atuação das empresas citadas no âmbito da distribuição de
títulos de renda fixa do Banco Master, o qual foi liquidado pelo Banco Central, diante de outras investigações avançadas pela Polícia Federal que apontam elo da instituição financeira com o crime organizado.
Até o fechamento desta reportagem do Investidor10, nenhum dos bancos e corretoras mencionados (BTG Pactual, Nubank ou XP) se pronunciou oficialmente sobre tal ação civil pública amplamente veiculada na mídia.