Valdemar Costa Neto, presidente do PL, admite discussão sobre golpe após eleições de 2022

Presidente do PL afirmou que houve debate sobre uma ruptura, mas argumentou que não houve crime porque a tentativa não foi concretizada.

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Publicado em 08/10/2026 às 16:41h - Atualizado em 08/10/2026 às 16:43h Publicado em 08/10/2026 às 16:41h Atualizado em 08/10/2026 às 16:43h por Wesley Santana
Ataques de 8 de janeiro culminara na prisão de centenas de pessoas por tentativa de golpe de Estado (Imagem: Agencia Brasil)
Ataques de 8 de janeiro culminara na prisão de centenas de pessoas por tentativa de golpe de Estado (Imagem: Agencia Brasil)

Em entrevista nesta quarta-feira (7), o presidente do PL (Partido Liberal), partido de Jair Bolsonaro, que houve discussão sobre um golpe de Estado nas eleições de 2022. Valdemar da Costa Neto, no entanto, defendeu que não houve crime porque o golpe não foi efetivamente completo.

"Discutiram de dar o golpe. Tudo bem, discutiram, e daí? Discutiram, mas não deram o golpe", afirmou, em entrevista à Rádio Gaúcha. "A lei diz que você pode planejar o assassinato, e, se você não atacou o camarada, não é crime", continuou.

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Durante a fala, ele defendeu a anistia completa para os condenados nos atos de 8 de janeiro. Também declarou que, caso eleito, Flávio Bolsonaro “vai soltar todo mundo”.

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Mais adiante, ele foi questionado sobre uma eventual tentativa de golpe no governo de Flávio Bolsonaro (PL). "Sei lá, sei lá. Pode haver planejamento, não existe isso. Isso deu certo? Olha o Bolsonaro, o que está pagando. Acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais", frisou. "Pode ter um débil mental de um general querer fazer. Vai ficar sozinho, querendo fazer. Imagina, nunca passou pela cabeça do Bolsonaro fazer isso aí", afirmou.

As eleições de 2022 foram marcadas por um forte movimento de desconfiança das urnas eletrônicas. Depois, quando Lula (PT) já estava eleito, ampliaram-se as contestações, que culminaram nos ataques de 8 de janeiro.

Naquela ocasião, centenas de militantes bolsonaristas invadiram os prédios dos Três Poderes. Muitos deles foram presos posteriormente, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi acusado de participação na tentativa de golpe de Estado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Flávio já defendeu uma anistia ampla para todos os acusados, o que inclui seu pai, que cumpre pena em casa. Ele diz que há também a opção de conceder um indulto, conforme prevê o artigo 84 da Constituição Federal.