Segundo fato relevante, a operação em estudo prevê um possível investimento da companhia em uma nova sociedade a ser constituída pela Oncoclínicas. Esse veículo passaria a concentrar os ativos e operações relacionados às clínicas oncológicas atualmente operadas pela empresa.
Além dos ativos, a nova estrutura poderia incorporar endividamentos e passivos da Oncoclínicas de até R$ 2,5 bilhões, incluindo parcelamentos de aquisições, tributos, fornecedores e outros instrumentos financeiros.
Como contrapartida para obter participação societária de controle nesse veículo, a Porto realizaria um investimento primário de R$ 500 milhões. Paralelamente, está prevista a emissão de debêntures conversíveis pelo novo veículo, também no valor total de R$ 500 milhões, que seriam subscritas pela companhia, com possibilidade de a Oncoclínicas participar em até 30% desse montante.
💸 Essas debêntures teriam prazo de vencimento de 48 meses e remuneração equivalente a 110% do CDI, podendo ser convertidas a partir do 36º mês ou em caso de evento de liquidez no nível da nova sociedade.
A Porto destacou ainda que, caso concretizado, o investimento não será considerado relevante, já que representaria cerca de 3,1% do patrimônio líquido da companhia, com base nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2025.