A tensão geopolítica em última potência é reforçada tanto pelos americanos, com o presidente Donald Trump indicando que um ataque armado ao regime dos aiatolás só depende dele, quanto pelos iranianos, os quais
fecharam parcialmente o Estreito de Ormuz para exercícios militares.
É claro que, ao menor sinal de acordo entre os dois rivais, os preços do petróleo podem mudar drasticamente de direção. Por exemplo, caso o governo Trump consiga fechar um acordo nuclear com o regime iraniano, provavelmente haverá uma correção negativa ao petróleo, que, consequentemente, afetaria as petroleiras em todo o mundo, incluindo a Petrobras.
Afinal de contas, a estatal já beira os R$ 40 por ação, o que abre espaço, com base na análise gráfica, para que
PETR4 comece a mirar a região dos R$ 42,70 atingida pela última vez em fevereiro de 2024.
No exterior, outras representantes do setor petrolífero também vivem momento de euforia, com destaque à transportadora dinamarquesa de petróleo e derivados
Torm (TRMD), cujas ações se valorizam +40% no acumulado de 2026. A companhia europeia também tem listagem nos Estados Unidos, dentro da bolsa de tecnologia Nasdaq.
Comparativamente, os papéis da dinamarquesa Torm subiram bem mais que as petroleiras americanas
Exxon Mobil (XOM) e
Chevron (CVX) nos últimos meses, justamente porque a tensão geopolítica entre EUA-Irã encarece o transporte marítimo do petróleo extraído em alto-mar (offshore) de volta para o continente, o que beneficia mais empresas detentoras de navios-tanques para o transporte de produtos petrolíferos e químicos.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido US$ 1 mil em
Torm (TRMD) há cinco anos, hoje você teria US$ 5.768,27, já considerando o reinvestimento dos dividendos em dólar. A simulação também aponta que tanto a
Exxon Mobil (XOM) quanto a
Chevron (CVX) teriam retornado US$ 3.340,03 e US$ 2.261,68, respectivamente, nas mesmas condições.